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FOGO NO PARQUINHO: Helder desmente Flávio e promete tirar votos dele em 2026

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A cena política de Camaçari voltou a ser agitada nesse final de semana… Pelo menos do lado azul. Após vários ataques de Flávio Matos, que chegou a chamá-lo de “grande traidor da campanha” e acusá-lo de minar suas chances internamente, ainda durante o pleito, o presidente do União Brasil em Camaçari e ex-secretário de Governo de Elinaldo, Helder Almeida, deu sua versão, agora em entrevista ao programa “Conversando com Ari”, neste sábado (30).

De acordo com Helder, a saída de candidatos do grupo para apoiar Luiz Caetano, no segundo turno, se deu em consequência das ações do próprio Flávio. “O que aconteceu é simples de dizer. Durante a campanha, já perto do primeiro turno, Flávio pegou a turma mais ligada a ele e começou a buscar a liderança desse pessoal, oferecer vantagens para que eles deixassem aquele candidato com quem estava e fossem para dois candidatos que ele apoiava. Porque ele não ia eleger ninguém, ele ia ser prefeito, e aí ele ia ficar sem vereador, não ia fazer nenhum vereador. Então, ele percebendo isso, tentou fazer isso”, relatou

Segundo Helder, os candidatos de quem Flávio tentou “roubar” lideranças foram Dilson Magalhães, Ivandel Pires, Júnior Borges e Fábio Lima. Dois deles não se elegeram. Helder afirma que todos estariam dispostos a confirmar a história, mas até o fechamento desta matéria nenhum se manifestado publicamente.

Candidatura natimorta

Sobre a possibilidade de Flávio se eleger deputado federal, Helder afirmou que é uma candidatura natimorta, já que, com base nos números da eleição anterior e nos candidatos eleitos pelo PL em 2022, Matos precisaria de cerca de 100 mil votos.

“Vamos imaginar que ele consiga os 70 mil votos. O que é impossível. Com 70 mil votos, ainda teria que buscar mais 40 mil para chegar a 110 mil e garantir. Onde é que ele vai buscar esses votos?”, questionou Helder, ironizando as declarações de Flávio Matos de que tem 78 mil votos em Camaçari. “A próxima eleição vai provar que não”, reforçou Almeida.

Ainda segundo Helder, a votação obtida por Flávio Matos nas eleições de 2024 foram “do grupo”, e não dele próprio. “Aqui em Camaçari, por exemplo, o que dá voto a candidato é liderança, é grupo. Nós temos 12 vereadores do nosso lado. Quantos vereadores apoiam Flávio Matos? Nenhum. Então, não tem voto de vereador, não tem voto de liderança representativa. Como é que vai ter essa votação toda? Não tem como.”

Vaidade e projeto pessoal

Em outro momento da entrevista, Helder explicou o motivo do rompimento entre Flávio e o União Brasil. Segundo ele, já havia um acordo interno: em 2026, Elinaldo seria candidato a deputado estadual, e Paulo Azi e Manuel Rocha, candidatos a deputado federal. Após a derrota para a prefeitura, Flávio tentou quebrar esse acordo para se lançar a deputado federal, mas o partido não aceitou.

“Temos que tratar isso de forma bastante clara: o partido não topou porque é uma candidatura inviável. Iríamos para uma aventura, deixaríamos de ter dois deputados federais eleitos para ter um candidato apenas bem votado, porque o grupo iria para cima. Mas, no final, quem ganharia com isso? O partido não ia ganhar nada, porque não elegeria. Quem ganharia era o próprio Flávio, que tenta se cacifar para ser candidato a prefeito em 2028.”

O presidente do União Brasil em Camaçari foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de Flávio Matos retornar ao partido: “Candidatura no partido, esqueça. Porque, para que um candidato tenha apoio, fundo partidário e a união de todos, é preciso confiabilidade. E essa confiabilidade foi quebrada. Política não tem contrato assinado, não tem promissória, não tem cheque pré-datado. É palavra. Quando se quebra a palavra, perde-se completamente a credibilidade. O que o político tem é isso: credibilidade, palavra, confiança. E isso foi perdido.”

2026 na mira

Direto e sem rodeios, o ex-prefeito também deixou um aviso para Flávio Matos, que agora tenta viabilizar sua candidatura pelo PL: haverá contra-ataque nas próximas eleições e, se depender do “time azul”, a votação de Matos será ainda menor.

“Agora nada vai ficar sem resposta. Nós vamos para o embate na campanha. Me provocaram e eu vou para a campanha. Campanha para tirar voto é muito mais fácil do que fazer campanha para dar voto, e é isso que eu vou fazer. A estratégia era se cacifar, ter uma votação expressiva em Camaçari, mas não vai ter, porque o grupo não vai com ele”. 

A previsão de Helder é que Flávio Matos não chegue a ter nem 10 mil votos. “E nós ainda vamos trabalhar para diminuir esses 10 mil. Porque não vai ter o grupo azul e ainda terá a gente atuando para tirar votos. Tirar voto é mais fácil do que dar”, reiterou, avisando que tem documentos e provas, que serão usados em momento oportuno. 

Para finalizar, o ex-secretário de Governo de Elinaldo fez questão de lembrar que Matos, embora tente se posicionar como novo, é bem familiarizado com o que ele costuma chamar de velha política.

“Flávio foi a vários programas falar o que queria e o que não queria, atacando todo mundo, inclusive a mim. Olha, ele nasceu e cresceu na velha política, o pai participou desde 1992. Eu tô no mesmo lugar desde sempre, já ele e a família sempre mudou de lado”, ponderou citando todos os prefeitos de direita e de esquerda apoiados pela família de Matos, sempre que estiveram no poder, e abandonados sumariamente após perderem a caneta: Humberto Ellery (1993-1996), Tude (1997-2002), Luiz Caetano (2005-2012), Ademar Delgado (2013-2016) e Elinaldo (2017-2024).

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