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Flávio Matos, Helder Almeida e o ego ferido que ajudou a derrotar a direita em 2024 e ‘pode bis’

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Ex-candidato a prefeito pelo partido, Flávio Matos e o presidente do União Brasil no município, Helder Almeida (Foto: Reprodução/Montagem)

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Não é uma divergência ideológica, é briga pessoal, uma raiva reprimida que tem sido exposta após uma sequência de declarações do presidente do União Brasil no município, Helder Almeida e o ex-candidato a prefeito pelo partido, Flávio Matos, atualmente no PL. Ao longo do ano, através de entrevistas e publicações nas redes sociais os dois políticos têm deixado transparecer o clima interno da campanha de 2024, quando o grupo do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União), saiu derrotado.

Na última semana, os antigos aliados trocaram farpas mais uma vez. Em entrevista no Programa Conversando com Ari Barbosa, no final de novembro, o presidente municipal do União Brasil falou sobre Flávio Matos e apontou supostas fragilidades no projeto do ex-presidente da Câmara e pré-candidato a deputado federal em 2026. Recentemente, Flávio Matos expôs um trecho dessa entrevista nas suas redes sociais e rebateu as declarações.

“Pra você começar na política, você primeiro tem que arranjar dinheiro, pra depois juntar gente. Porque ele tá pensando que o nome só resolve”, disse Helder e fez uma projeção sobre a estimativa de votos do agora adversário: “Rapaz, não chega a 10 mil votos”. Em seguida, o ex-prefeito e articulador da direita no município, fez uma ameaça direta: “Olhe, campanha pra tirar voto é muito mais fácil, do que fazer campanha pra dar voto. É o que eu vou fazer, não tem problema nenhum”.

A declaração rendeu uma reação de Flavio que acusou Helder de fazer parte da “velha política”. “É dessa velha política, que eu sempre venho batendo na tecla que nós precisamos nos livrar. Dessa política da arrogância, dessa política que compra consciências, que coloca o dinheiro acima de qualquer ideal, de qualquer sonho, de qualquer esperança”, disse.

Na oportunidade, o pré-candidato a ocupar uma cadeira na Câmara em Brasília, também reafirmou sua pretensão política e, investindo contra os ex-coligados, convocou as “pessoas de bem da cidade” para expulsar aqueles que só querem se beneficiar da política. “Eu não tenho rabo preso, eu não devo nada a essa velha política. Pode vim, a população de Camaçari e agora da Bahia conhece as suas velhas práticas e conhece o que eu acredito e tenho buscado”, disparou.

Com apenas um ano da consagração de Luiz Caetano (PT), como prefeito de Camaçari em 2024, o afastamento de Flávio Matos do seu antigo grupo, as entrevistas ácidas e a escancarada quebra de acordos que teria motivado a zanga, mostram as vísceras do grupo que administrava a cidade e ainda pensa em tomá-la, com muitos conflitos, confissões comprometedoras e pouco ou nenhum entrosamento, projetos, ou política do interesse do público. Com esse cenário cara de implosão do que ainda resta, não resta dúvida de que a oposição não terá fôlego para ao menos ameaçar seus opositores ‘oficiais’ na hora que o jogo à vera começar. Afinal, 2028 é logo ali!

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