” border=”0″ alt=”Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)” title=”Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)” />
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que a Europa será o próximo destino de sua campanha internacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com foco na aplicação de sanções ao ministro Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender a cassação do mandato de Eduardo, classificando sua atuação nos Estados Unidos como uma “traição à pátria”.
O deputado participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados como convidado, por videoconferência. Durante a sessão, afirmou: “A cada vez que o Alexandre de Moraes dobra a aposta, ele nos dá a oportunidade de escancarar para o mundo inteiro que ele realmente é merecedor de todas as sanções. E não se enganem, não fiquem surpresos, na verdade, se isso for levado para a Europa, que é o próximo passo.”
Eduardo também destacou que conta com aliados no exterior para se proteger de eventuais ações legais: “Eu sei que o Alexandre de Moraes, nesse momento, deve estar pensando, jogando junto com a Interpol hoje, liderada por um brasileiro, para tentar fazer a minha apreensão. Mas também a gente tem aqui bons aliados do nosso lado, para evitar qualquer tipo de empreitada nesse sentido.”
Ele anunciou que pretende viajar para países como Portugal, Itália, Holanda, Hungria, Polônia, Alemanha e o Parlamento Europeu, ampliando a pressão internacional contra autoridades brasileiras.
A declaração também ocorre pouco tempo depois de mensagens obtidas pela Polícia Federal, que sugerem que a estadia de Eduardo nos Estados Unidos talvez não esteja tão confortável quanto aparenta nas redes sociais. Em uma troca de mensagens, ele expressou frustração com o comportamento do pai, Jair Bolsonaro, afirmando que isso poderia “decretar o resto da minha vida nesta porra aqui”, referindo-se à sua situação no exterior.
O julgamento de Jair Bolsonaro está previsto para ocorrer entre 2 e 12 de setembro, com risco de condenação de até 40 anos de prisão. Enquanto isso, a atuação de Eduardo continua a gerar divisões políticas internas e repercussões no cenário internacional.

