” border=”0″ alt=” Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)” title=” Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)” />
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) solicitou à Câmara dos Deputados autorização para exercer seu mandato à distância diretamente dos Estados Unidos, onde reside atualmente. No ofício enviado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ele afirma ser vítima de perseguição política e defende sua atuação internacional como “diplomacia parlamentar”.
Em março de 2025, Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato sob a alegação de perseguição política. Embora a licença tenha expirado, ele continua fora do Brasil, acumulando faltas e sob risco de perda do mandato. É também alvo de pedido de cassação enviado à Comissão de Ética da Câmara.
Apesar de residir nos EUA, o deputado continua recebendo salários e verbas de gabinete do Brasil: R$ 17 mil líquidos de salário, até R$ 133 mil de verba para 25 assessores, além de auxílio-moradia e reembolsos de despesas de saúde. Tudo pago com dinheiro público.
Enquanto se apresenta como perseguido, Eduardo tem se dedicado a ações que expõem o país a riscos internacionais. Ele atuou junto ao governo dos Estados Unidos para aplicar taxação de 50% sobre as exportações brasileiras e para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, entre outros integrantes da Corte, numa tentativa de pressionar o Brasil e garantir uma anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a Polícia Federal, tais ações configuram coação ao julgamento de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, no qual Bolsonaro-pai é o réu principal.
Na prática, enquanto se diz perseguido, Eduardo Bolsonaro persegue o próprio país, buscando financiamento público para pressionar autoridades brasileiras e favorecer interesses privados.
No ofício enviado à Câmara, ele ainda compara sua situação à pandemia de covid-19, afirmando que o risco de perseguição política sofrido por ele seria “incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia”, e que as regras de mandato remoto aplicadas na crise sanitária deveriam valer para ele. Até o fechamento desta matéria, não haviam informações sobre a tramitação do ofício na casa.

