POLICLÍNICA

Com mais de R$ 827 milhões em dívidas, loja de brinquedos Ri Happy pede recuperação extrajudicial

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Loja Ri Happy (Foto: Izabella Galhardo/Reprodução)

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Menos de dois meses após mudar de dono, o Grupo Ri Happy apresentou à Justiça de São Paulo um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A solicitação foi feita no domingo (18), envolve outras cinco empresas do grupo, incluindo a PBKids, e aguardava decisão nesta segunda-feira (19).

Em comunicado ao G1, a companhia afirmou que as lojas físicas e os canais digitais continuam funcionando normalmente, com as equipes concentradas na Black Friday e no Natal. A medida integra a reestruturação financeira e operacional iniciada após a aquisição pela BluSun Capital Partners, anunciada em 31 de agosto.

O grupo já havia renegociado cerca de R$ 292 milhões com bancos em 2023. No documento apresentado à Justiça e obtido pelo g1, a empresa afirma que a recuperação econômica esperada não se concretizou nos anos seguintes, frustrando os resultados daquela negociação.

Entre as causas das dificuldades, a varejista cita os efeitos da pandemia sobre o faturamento, o aumento do custo das dívidas com os juros elevados e a perda de poder de compra dos consumidores. Também aponta a concorrência de plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que, segundo o grupo, oferecem preços menores e têm vantagens tributárias em relação às empresas brasileiras.

Na recuperação extrajudicial, a companhia negocia diretamente com os credores novas condições de pagamento e pode pedir à Justiça a homologação do plano. Credores que representam R$ 308,8 milhões em créditos já haviam aderido à proposta.

Sob a liderança de Héctor Nuñez, fundador da BluSun e atual CEO do grupo, a nova gestão promoveu ajustes nas equipes corporativas e prepara uma mudança de sede. Segundo a empresa, o objetivo é controlar custos, melhorar a disponibilidade de recursos e adequar os compromissos financeiros às necessidades da operação.

A Ri Happy é a segunda grande empresa do setor de brinquedos a recorrer à Justiça para reorganizar dívidas. Em maio, a fabricante Estrela informou ter solicitado recuperação judicial, também citando juros altos, dificuldades de acesso ao crédito e mudanças nos hábitos de consumo.

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