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Cartão SUS passa a ser integrado ao CPF em novo passo da unificação de documentos no Brasil

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” border=”0″ alt=”Mudança faz parte de um processo nacional de simplificação documental, iniciado com a Carteira de Identidade Nacional (CIN) (Foto: Divulgação)” title=”Mudança faz parte de um processo nacional de simplificação documental, iniciado com a Carteira de Identidade Nacional (CIN) (Foto: Divulgação)” />

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (16) que o Cartão Nacional de Saúde (CNS), conhecido como Cartão SUS, passa a adotar o CPF como identificador único dos usuários do sistema público. A mudança faz parte de um processo nacional de simplificação documental, iniciado com a Carteira de Identidade Nacional (CIN), e tem como objetivo tornar mais ágil e eficiente o atendimento à população.

Na prática, os brasileiros não precisam fazer nada: o CPF já passa a ser reconhecido como chave de acesso aos serviços do SUS. Isso significa que o histórico de vacinas, exames, internações e retirada de medicamentos, por exemplo, estará vinculado diretamente ao número do documento. “Uma mãe poderá levar apenas o CPF do filho para vaciná-lo e terá a segurança de visualizar todo o histórico pela Caderneta Digital da Criança, no celular”, informou o ministério.

A atualização também resolve um problema antigo: a existência de múltiplos cadastros para a mesma pessoa. Hoje, é comum que usuários possuam dois ou até três cartões SUS diferentes, já que municípios emitem cadastros próprios, sem integração ao sistema nacional. O resultado são informações fragmentadas e dificuldades no acesso ao histórico completo de saúde.

“Você deixa de ter uma base de números e dados paralelos para ter uma base unificada. Isso otimiza o atendimento e reduz burocracias na unidade de saúde. O histórico será único, vinculado ao CPF, e acessível em qualquer unidade do país, a qualquer momento”, explicou a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o país está realizando uma verdadeira “revolução tecnológica” no SUS. “Nós passamos a ter um número único, o CPF, que pode ser cruzado com outros bancos de dados e facilita o acesso. Isso será muito importante para dar eficiência ao sistema único de saúde”, destacou.

O processo inclui ainda a higienização da base de cadastros. Até julho, o SUS registrava 340 milhões de números ativos, muito acima da população brasileira estimada em 213,4 milhões de habitantes. Isso ocorria porque, além de atender estrangeiros, o sistema criava novos cadastros quando o paciente esquecia o cartão. O próprio ministro relatou já ter tido três números diferentes. “Imagine uma pessoa de 90 anos, que usa muito mais o serviço”, exemplificou.

Desde então, 54 milhões de registros já foram inativados e a meta é chegar a abril de 2026 com 229,3 milhões de cadastros ativos, número próximo ao total de CPFs registrados na Receita Federal.

Mesmo com a mudança, ninguém ficará sem atendimento. Pessoas sem CPF ou que não possam apresentá-lo em emergências continuarão recebendo atendimento normalmente, com emissão de um cadastro provisório válido por um ano. Populações específicas, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, seguirão identificadas por cadastros complementares.

Ao todo, 41 sistemas nacionais de saúde, entre eles o de nascidos vivos, transplantes e mortalidade, serão adaptados para utilizar o CPF como identificador. A expectativa do governo é que a transição leve até dezembro de 2026.

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