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Beber pouca água no calor? Veja os riscos reais para o seu coração

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Especialistas alertam para perigos silenciosos da desidratação no verão (Foto: Freepik)

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Com as altas temperaturas da estação, o corpo humano entra em um ritmo acelerado para manter o equilíbrio térmico. O suor excessivo e o aumento da frequência cardíaca são mecanismos naturais de defesa, mas exigem uma reposição hídrica imediata.

Nesse cenário, o hábito de beber pouca água deixa de ser um descuido cotidiano e se transforma em um risco real para o organismo.

De acordo com especialistas, a desidratação pode se instalar de forma silenciosa, surgindo muitas vezes antes mesmo da sensação de sede. Quando a perda de líquidos não é compensada, as consequências afetam diversos sistemas vitais.

Os perigos da desidratação silenciosa

A ingestão insuficiente de líquidos nos dias quentes impacta diretamente a qualidade do sangue. Com menos água circulando, o sangue torna-se mais espesso, o que gera uma sobrecarga no sistema cardiovascular.

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“A desidratação pode levar a sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e queda da pressão arterial. Em casos graves, há risco de comprometimento da função renal e infecções urinárias”, explica a Dra. Simone de Paula Pessoa Lima, médica geriatra.

Grupos de risco: idosos e crianças

A atenção deve ser redobrada para os grupos mais vulneráveis. Em idosos, a percepção da sede é frequentemente menor, e a desidratação pode evoluir para quadros de confusão mental, arritmias e agravamento de doenças pré-existentes, como a hipertensão.

Já para crianças e pessoas que praticam atividades físicas ao ar livre, a perda de minerais pelo suor é intensa, exigindo um cronograma rígido de hidratação, independentemente da vontade de beber água.

Sinais de alerta para ficar atento:

Dores de cabeça constantes e tonturas ao levantar;
Cansaço excessivo ou confusão mental súbita;
Urina escura e com odor forte;
Pele e boca excessivamente secas.

Manter a garrafa de água sempre por perto é a estratégia mais simples e eficaz para preservar o funcionamento do coração e dos rins durante os picos de calor.

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