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Antônio Franco Nogueira: “Meu amigo Magela”

Antônio Franco Nogueira: “Meu amigo Magela”
(...) Tenho visto tudo o que é feito debaixo do sol; tudo é inútil, é correr atrás do vento! (Eclesiastes 1:14) ...O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria. (Provérbios 18:15). Ilustração Google

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Era década de 1960, acho que eu contava 8 ou 9 anos quando em criança no distrito de Coqueiros do Paraguaçu, em Maragogipe, de onde sou natural, sempre que minha falecida mãe me levava para passar algumas longas temporadas na casa da minha avó, e a televisão começava a chegar à casa dos mais abastados, ou dos “menos sofrido”, que dos moradores nativos, rico de verdade mesmo lá não tinha nenhum (pra te dá uma ideia, no caso da gente em especial, que não tinha bola dente-de-leite nenhuma, até que a situação melhorasse um pouco mais a frente, jogávamos bola com um limão chamado cascudo que tem o tamanho duma laranja, até ele arrebentar, e quando não com um bolo de papel bem prensado amarrado com cordão barbante, no lugar da “gorduchina”), muito me recordo de quando a gurizada se amontoava do lado de fora das janelas de quem nos permitia estarmos ali, para “assistir” a novidade, e quando um ou outro, a depender de quem o tal fosse filho, ou quando o menino era amiguinho do filho dos donos da tevê, era convidado a entrar, mas para se assentar embaixo da mesa. O que já dava uma “moral”, frente à maioria, que continuava comendo frio lá fora e disputando na base do empurrão uma brecha que permitisse ver alguma coisa até os donos da casa, sem a menor cerimônia, bater a janela na cara de todo mundo. Agora imagine a cena humilhante à que a situação expunha aquelas pobres crianças. E sempre que acontecia isso, a humilhação se estendia ao dia seguinte, visto que agora a pegada era uma ruma de menino pobre tentando a todo custo “se aproximar”, forçando uma amizade com qualquer um que tivesse uma televisão em casa – sem contar o desprezo de alguns deles (sempre tem essa porção) por muitos de nós, os “mais” pobres, só por causa da tevê que o pai tinha comprado, somente para de noite “garantir” um lugarzinho embaixo da mesa. E como eu, pobre, pobre de marré deci que era e não tinha nenhum amigo da turma dos “melhorzinho”, era uma das crianças fadadas às janelas até vê-las bater na nossa cara. E não adiantaria ir procurar outra, das poucas casas que tinham o aparelho, que as janelas iam estar todas entupidas de menino desprovido até de dignidade tentando ‘assistir’ alguma coisa, Ô, lembrança…

Andando adiante, porém, e depois de ter possuído muitos aparelhos de tevê, e o melhor, todos dentro de boas casas, e casas próprias, e com um monte de janelas todinhas pra mim, e agora a contemplar as coisas de dentro para fora a meu bel prazer, até tive alguns amigos; uns sinceros e autênticos, outros, porém, nem tanto. Entre os autênticos e sinceros, falando de 1981 (sou nascido em 1961), e isso somente 10 ou 11 anos depois, somado a uma boa dose de capricho após ter vivido os dissabores de que acabei de te contar, tive um chamado Geraldo Magela (que hoje, depois de tantos e tantos anos de quando nos afastamos por causa ‘da vida’, coisa de mais de três décadas, e sabe Deus por que, e depois de ele ter morado em Salvador, Lauro de Freitas e ter passeado pela Colômbia, Estados Unidos, e até pela Austrália, veio morar aqui perto de mim, quase vizinho, e como eu ele também dentro do mato, num sítio – porém, tetraplégico que me tornei, mesmo assim, em alguns anos, decerto que por causa da correria “da vida”, me visitou apenas duas vezes – mas não é choro não, é somente para tempero do texto) Magela, que tinha um bebedor de gasolina, digo, um opala 1976 e que me convidou, poucos dias após nos conhecermos, para viajar no meu carro, um Fiat 147, 1979 – e não dê risada não, que o carro era sensação da época, de Camaçari à Ibirataia, no Sul da Bahia, mais de 600 quilômetros, de ida e volta, para buscar sua esposa, hoje falecida, que tinha ido visitar familiares. E Geraldo que me respondeu, diante da minha desconfiada pergunta sobre se ele só havia me convidado para aquela viagem por causa da diferença de consumo de combustível do meu para o carro dele, que o conselho que ele me dava – em resposta à minha pergunta, era o de que eu nunca fosse amigo de ninguém que não pudesse me oferecer algo na vida! Ao que eu, terminado de ouvir essa última frase, adiantei esse pensamento com meus botões: “fie duma égua: só me convidou por causa da economia do meu carro”. Então ele ‘molhou o bico’ – e deu bom: “Você tem que ser amigo de alguém que tenha no mínimo uma experiência de vida bem sucedida ou, se não for isso, que ele tenha sobrevivido a ela, para dividir com você”. Acho que foi algo assim que falou. Ainda bem que eu só pensei e não o interpelei. Daí, abrandado o meu ânimo por essa conclusão, concordei: está certo! Assim, quando o cara estiver diante dalguma situação difícil que se assemelhe ao caso que tiver escutado o amigo contar, ele vai poder se desvencilhar melhor do problema. Faz sentido, pensei. E seguimos viagem. Todavia, até hoje, 45 anos depois, eu não tive esclarecido se o convite havia acontecido de fato por causa da economia do meu caro frente ao dele ou não, já que havíamos nos conhecido poucos dias antes da viagem e eu era um jovem de menos de 20 anos, diante dele, um homem de já uns 28, e logo eu ainda sem nenhuma experiência de vida para dividir com ninguém; mas tenho me conformado com a resposta e o conhecimento adquirido com o conselho que recebi do amigo Magela. Porém, agora, do alto dos meus quase 65, e algumas muitas experiências vividas, umas vencidas, ileso, e outras superadas com algumas sequelas, muito oportunamente, cabe meu acréscimo de que vale também uma amizade com pessoas que, mesmo não tendo elas nada para oferecer nesse sentido, como era o meu caso, se elas forem pelo menos aptas ao aprendizado, como foi o meu caso. Quem sabe você.

(…)Ame a sabedoria como se fosse sua irmã e faça do discernimento um membro da família. (Provérbios 7:4)

Tá bom: pode ser que você até também pense com seus botões, que não tá precisando de conselho de ninguém e que também não está procurando amigo nenhum. Okay. Porém, mesmo que eu saiba da máxima popular que versa que “conselho e água só se dá a quem pede”, a minha conclusão é a de quê, se você ainda está aqui, fácil fica entender que você é no mínimo do tipo que raciocina e também uma pessoa dotada da curiosidade sadia. Então, como eu fiz com o amigo Magela, me espere “molhar o bico”, que vai dar bom também. Por que, no caso de quem não resiste ou que resista agregar amizades, agora não as fúteis, as possuídas por seus bens e mesmo as possuidora de bens da forma sadia, é importante saber que um/a novo/a amigo/a que tenha uma boa experiência de vida para dividir, bem o meu caso, o resultado sem falha será o de que, (…)Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a se reerguer! (Eclesiastes 4: 10). Posto isto, as dolorosas experiências que tive na infância, apesar de me ter servido de capricho, e as humilhações transformadas em degraus, para ainda cedo ter conquistado não somente um monte de tevês, carros e casas, com suas tantas janelas, contudo, depois de ter conhecido uma certa Pessoa, tenho reputado tudo como palha, tudo conquista que não dão para comparar com a experiência vivida com o amigo Geraldo Magela naquela viagem, com aquele conselho que recebi, pelo que ele, o conselho, gerou em minha alma adiante dali. Sim, as Escrituras mandam que, se tivermos duas camisas, que dividamos com quem não tem, e quem tiver comida, que reparta do mesmo jeito. E em Tiago 4: 17 essa panela é tampada dizendo que, aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. E eu não sei para você, mas para mim, as duas passagens aí, são como boca e língua: não haverá jamais eficácia duma sem a outra. Mas, aprendido que, por mais bem que façamos no que tange o dividir a comida e a roupa com quem delas também precise, e da importância de se ter amigos que, mais do que comida e roupa, nos sirva principalmente com experiências de vida que adiante culmine em nos livrar de percalços pela vida a nós um dia apresentados contra nossa vontade, claro, e considerando que, tanto roupa e comida quanto os amigos com suas experiências e tudo, tem seus dias contados e acabou-se as esperanças, aqui estou para dividir contigo sim, se você precisar e eu puder te alcançar, um pouco do meu arroz, e também sobre experiências extraordinárias, mas principalmente para te lembrar da oportunidade que também você tem, bastando querer usá-la, de estabelecer amizade com esse Amigo que conheci – mas eu falo de amizade de verdade no que toque o cabido a você, que da parte d’Ele te garanto que será sem decepção; que ainda que Ele não jogue contigo literalmente bola de papel embolado ou brinque de boneca de pano com você, e que não somente jamais baterá janela nem porta nenhuma na tua cara, quanto é seguro que Ele viajará para onde quer que você vá, e não dentro de opala, Fiat ou nenhuma Ferrari, iate, ou avião qualquer que seja, mas bem aí dentro de você, e que, com a tua permissão, liberto você das vaidades, logo, logo Ele assumirá “a direção” e desviará o rumo da viagem finita que você tiver planejado, e te conduzirá a um destino infinitamente glorioso e inconcebível de imaginarmos nem perto da mínima precisão, onde você jamais imaginou que estaria. É sério, Ele é incrível: eu nunca vi amigo tão leal: O Cara não desgruda de você, esteja você entupido de dinheiro ou sem sequer uma moeda no bolso. E se for do bolso furado, mais ainda Ele se achegará. Quer ver, faça o teste.  Aliás, com licença: (…) Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? (Tiago 2:5). Tá, mas tua pergunta talvez seja quem sabe a de que, como assim, um cara que eu nem conheço, que ‘não reza na minha cartilha’ – falando de quem tem fé “noutros deuses”, pode me sugerir uma amizade cheia de garantias e com alguém imortal, sendo ele também um mortal, como eu? Okey, okey. Eu sei que você se lembra de mim te dizendo que vejo em você uma pessoa que concatena bem as ideias, e isto por que te vejo chegando na leitura até aqui, o que me permite te dizer, conforme já se houve dito sobre o interesse comum entre duas pessoas acerca de algo, ainda que isso pareça, convenientemente, ‘imperceptível’ para uma delas, no caso você, no fim das contas, “o que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa”. Ponto. Mas se à uma hora dessa essa ainda for tua ideia, então vamos duma pitada do hipoteticamente falando: você torce por algum time, seja de futebol, seja de qualquer outra coisa? Tá. E quando o teu time está perdendo o jogo, o que faz o técnico, mexe nele ou espera a derrota se consolidar? Mexe? Então, a conta não é minha, mas tua: teu time está ganhando? Então segue o jogo! Ou, já assistiu àqueles filmes mais do mesmo, onde alguém está refém de criminosos perigosíssimos ou dum exercito inimigo em outro país, e a trama gira em torno de arregimentarem um grupo de “soldados” numa prisão de segurança máxima, onde os presos, todos, condenados á morte, estão somente aguardando a execução e recebem a proposta de perdão de seus crimes se aceitarem a missão de resgatarem o prisioneiro no terreno inimigo, com o percentual de ínfimos 2% de chance de saírem com vida, em que todo mundo aceita sem pestanejar, já que a morte onde estão era com 100% de certeza? E apois, já que, conforme as Escrituras, (…) todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Romanos 3:23), e que (…) aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, (Hebreus 9:27) e como entre esses Todos, além de até um tempo atrás também eu, se encontra cada individuo que rejeita o convite de resgate que Ele faz, tendo dado Ele mesmo, voluntariamente, a Sua vida em resgate de muitos, como, trazendo o hipotético para a vida real, também aquele soldado refém, que era certo que seus algozes o executariam, e os prisioneiros já condenados à morte, sem que nenhum deles tivesse que fazer qualquer mínimo esforço para terem seus crimes perdoados, nos lembrando Ele que (…) Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos, conforme bem versa João 15: 13, não seria tolice, para não dizer estupidez, rejeitar uma amizade dessa?

(…)Não se associe com quem vive de mau humor, nem ande em companhia de quem facilmente se ira; do contrário você acabará imitando essa conduta e cairá em armadilha mortal. (Provérbios 22: 24-25)

Mas você me questionou como poderia eu te propor uma amizade tão incomum, sendo eu tão comum, quanto você; o problema é que já não sou tão comum quanto os indivíduos que ainda não aceitaram esse convite, e isso não é arrogância, é apenas um esclarecimento, e ademais disso, Ele mesmo é que me deixou dito, (…)Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura, conforme em Marcos 16:15, e aqui é que está minha autorização para te fazer o convite. E a insistência na resistência ao entendimento disto, se ainda houver, é comum que seja assim, porém um é caso a ser pensado, com base no perigo disso, uma vez que na salvação não haverá lugar para quem é comum, para o natural, por conta de que o Espírito d’Ele adverte que (…)o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.(1 Coríntios 2:14-15). E sim, concordo que a mensagem tomou contornos deveras um pouco duros, mas é que (…) Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo (Provérbios 27:17), isso contando com que você tenha refletido, voltado a concatenar bem as coisas e já aceito a amizade d’Ele e, como amigo d’Ele amigo meu também é, estou te trazendo essas coisas. Não sendo demais lembrar da advertência e da promessa, por visto que (…) O Senhor é amigo dos que o temem; (a estes – grifo meu) ele lhes ensina sua aliança. (Salmos 25:14). POR ISTO ESCRITO ESTÁ, QUE: Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando, conforme em João 15: 13,14. Até aqui, minha conversa com você.

Quanto á você que, por causa do teu poder financeiro, da tua aparente força física, da tua aparente sapiência e da tua aparente beleza – Michael Schumacher que o diga, que nem tem, E AINDA QUE TIVESSE, uma Ferrari, um Iate ou um Avião, e que ainda assim se julga, e que costuma agir com deslealdade para com os teus semelhantes, e estiver aí, num vou não vou, correndo o perigo de dormir e não acordar, pelo menos não na cama que tu deitaste, ou de sair e não voltar, para ser mais claro – Gugu Liberato diria muito, o convite também está feito, e a sugestão é que, (…) Assim diz o Senhor: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor, e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, diz o Senhor (Jeremias 9:23,24). E se por causa da arrogância pela posse dessas coisas, coisas que são – para quem as tiver, e quem sabe já crente, mas um/a crente frio/a por causa de coisas, tua alma ainda me resistir, a mim, que não falo de mim mesmo, te diz o Senhor, (…) Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. (Apocalipse 3:16-19).

Aliás, aqui lembrando de que falei sobre quem talvez durma e não acorde, pelo menos não mais aqui, e de quem pode sair e não mais voltar, pelo menos não mais nesse tempo, convite com chamado ao arrependimento àqueles que, por causa da sua robustez financeira não conseguem enxergar o perigo nem ele, digo o perigo, estando a um palmo do seu nariz é o que não falta. Em Lucas 12 mesmo há um peculiar, e assustador, onde esse meu Amigo adverte: (…) Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus. (Lucas 12:16-21).  É sim, forte, e também assustador. E é de propósito, eu assumo. Por que é tudo por amor da tua alma. Do que um dia, mas esperando eu que não tarde de mais, e você esteja na fila do galardão e não sentado/a num certo banco, a quem se encaixe isso, você verá “num telão” tudo o que está escrito aqui e você está lendo.

E eu sei que te falei de experiências extraordinárias que te contaria e, pelo costume dos sonhos e suas interpretações que, talvez, você esteja acostumado/a à acompanhar eu os contando nesses textos e até aqui não te contei nenhum, mas é por que, para mim, não há nada mais extraordinário do que a transformação que esse que te escreve passou a experimentar depois que passei a andar com esse Amigo de que estou te sugerindo que seja também amigo/a d’Ele. Ele que, claro, diferente do meu amigo Magela, mesmo sendo da envergadura em importância que Ele é, é raro o dia que Ele não arranja uma forma de me visitar – e te digo isso para que você saiba que essas visitas não acontecem somente por sonhos; e você, a saber, se aceitar a amizade d’Ele e lhe for sincero/a, também experimentará algumas dessas formas de Ele vir a você. Isso é garantido.

 Quando me deu aquele conselho, meu amigo Magela, por quem, e como não, nutro um carinho muito especial, não imaginou que eu levaria aquilo tão ao pé da letra – ainda que, como já te disse, sobre valer a pena uma amizade mesmo que a pessoa não tenha nada para oferecer, sabendo quem quiser saber, que isso só vai funcionar com uma pessoa se ela for disposta a aprender. E como não levar tão a sério, tendo conhecido um Cara cujas experiências de vida que tinha para me contar é coisa tão do Outro mundo? Foi Ele que – me dizendo que use a analogia com mais gente, me mostrou, pedindo que eu não me ofendesse, fazendo um paralelo com minha vida e meus planos de conquista, o que faz um cão que corre desesperadamente atrás dum carro quando o carro para. Nada. O cachorro não faz nada. Ele, o cachorro, sequer morde o pneu só pra ter o gostinho de voltar “dizendo” que valeu a pena o esforço. Daí, joguei na lata do lixo toda importância que um dia dei para o meu próprio uso – o que pode não dizer o mesmo para pessoas do meu convívio que me são importantes e às quais compreendo esperando que uma hora dessas também despertem -, para carros, casas e também não para aquele monte de tevês e de janelas que um dia tanto me fez sofrer e já ocupou lugar de importância no meu coração. Mas não foi só dessas coisas que Ele me falou que pode contaminar o coração da gente não. Que o desejo exacerbado pela figura feminina estranha, quando vi que trata-se isso duma armadilha mortal, que era um costume que eu tinha quando aceitei a amizade d’Ele, e o perigo disso foi outra coisa que me deixou em choque (delas, Ele me disse em alto e bom som, que eu me afastasse (falando do envolvimento com mulheres alheias) “se afaste daquilo que pode atrair a Minha ira!” (o adultério). Quem tem ouvidos, ouça. E aí, “optei” por obedecer. Afinal, “manda Quem pode; obedece quem tem juízo”. Assim, quem sabe, por profecia e parafraseando o apóstolo Paulo, até já digo a você, sobre, como o meu também o teu sentimento para com esse nosso Amigo, da nossa segurança disso,(…) Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.( Romanos 8:38-39).

E sim, conselho e água só se dá a quem pede. Mas eu também não pedi ao meu amigo Magela o conselho que ele me deu, e que acabou me trazendo até aqui, para te dá esse que você também não me pediu, mas que não é um conselho qualquer, mas um conselho para que você, morto/a de sede que pode está, enfim beba dessa que não é Água que gente que tem juízo não deve recusar beber.

No mais,

(…) Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,

Amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o Senhor jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar. (Deuteronômio 30:19,20)

Ou ainda,

… Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. (Efésios 5:14-17)

Ou,

(…) Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se. (Apocalipse 22:11).

Jesus é bom!

Antônio Franco Nogueira – a serviço do Reino eterno!

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