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VOCÊ VIU? “Patriotas” levam bandeira gigante dos EUA para manifestações do 7 de Setembro

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De acordo com o dicionário Michaelis, patriota é “aquele que ama sua pátria e demonstra devoção aos interesses nacionais”. Mas, neste 7 de Setembro, em plena data em que se comemora a Independência do Brasil, um grupo de apoiadores da extrema-direita escancarou a contradição: vestidos de verde e amarelo, ergueram na Avenida Paulista uma bandeira gigante dos Estados Unidos, além de cartazes em inglês agradecendo ao presidente Donald Trump.

O gesto, registrado em vídeos e fotos que circularam pelas redes sociais, revela uma incoerência gritante. Sob o discurso inflamado de “salvar o país” de uma suposta “ditadura do judiciário”, os autoproclamados “patriotas” exaltaram símbolos estrangeiros enquanto atacavam instituições brasileiras, como o Supremo Tribunal Federal, e pediam anistia a golpistas do 8 de Janeiro.

Essa não é a primeira vez que o 7 de Setembro é apropriado por pautas antidemocráticas. Durante o governo Jair Bolsonaro, a data se transformou em palanque político, usada para inflamar sua base contra o Congresso e o Judiciário. Neste ano, mesmo com todas as provas contra Bolsonaro e até aliados de longa data admitindo os crimes do ex-presidente,, seus seguidores insistiram em transformar o feriado cívico em um ato de contestação às regras democráticas.

A cena foi tão constrangedora que até aliados de Bolsonaro reagiram. O pastor Silas Malafaia, um dos mais fiéis apoiadores do ex-presidente, declarou em vídeo que se indignou com a presença da bandeira norte-americana. A vergonha foi tamanha que ele tentou culpar a esquerda pelo vexame.

“Eu só te digo uma coisa: nas próximas manifestações que eu coordenar, não vai ter nenhuma bandeira americana estendida na plateia. Eu, sinceramente, não sei se foram bolsonaristas desavisados ou esquerda infiltrada para tentar desmoralizar o evento. Um absurdo. Aquilo foi um absurdo”, disse Malafaia. Até para ele, a atitude fere o espírito da celebração da independência brasileira.

O contraste não poderia ser mais claro: enquanto o país rememora o dia em que conquistou sua autonomia, parte dos manifestantes escolheu se ajoelhar simbolicamente diante de outro país, para defender um entreguista e sua família. Ao ostentar o símbolo de uma potência estrangeira justamente no Dia da Independência, esses grupos expõem que seu patriotismo é seletivo e, na prática, mais voltado para ídolos internacionais do que para a própria nação que dizem defender.

NOTA

Tá, senhor Malafaia, mas a pergunta que não quer calar é: se a atitude supostamente o surpreendeu e pareceu “coisa de infiltrados”, por que razão nenhuma das lideranças que estavam em cima do trio, inclusive você, não esbravejou ao microfone para que fechassem aquela sandice, ou melhor, aquela bandeira? Ou sua “indignação” sofreu um delay – e só chegou à nós depois da repercussão mundial daquele vexame de vocês? Arriégua…

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