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GOLPE: Lula defende presunção de inocência e desafia Bolsonaro: “Se for inocente, prove”

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Abordado por jornalistas, logo após a homenagem a Mino Carta, nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Jair Bolsonaro (PL) deve provar que não participou da tentativa de golpe de Estado.

“Se é inocente, prove que é inocente. Prove que não tem nada a ver com isso e está de bom tamanho”, disse Lula ao deixar o velório do jornalista Mino Carta, em São Paulo. O petista ressaltou que espera que a Justiça seja feita com base nas provas do processo, mas sempre respeitando o direito de defesa.

Segundo o presidente, a presunção de inocência é um princípio que deve valer para todos. “O que eu espero é isso, que seja feita a justiça respeitando o direito da presunção de inocência de quem está sendo julgado. É só isso o que desejo para mim e para qualquer inimigo meu: apenas o direito à presunção de inocência para que o Brasil fique sabendo da verdade”, completou.

Lula afirmou que Bolsonaro precisa responder ao que está nos autos e lembrou do período em que esteve preso no caso do tríplex de Guarujá, durante a operação Lava Jato. “Tem o processo, tem os autos, tem as delações, tem as provas e a pessoa que está sendo acusada tem o direito à presunção de inocência. Ele [Bolsonaro] pode se defender, como eu não pude me defender. E eu não reclamei, não fiquei chorando, eu fui à luta.”

Mino Carta era amigo de Lula há quase 50 anos e morreu nesta terça-feira (2). Lula chegou ao Cemitério São Paulo, em Pinheiros, acompanhado dos ministros Sidônio Palmeira (Comunicação) e Luiz Marinho (Trabalho), do deputado Rui Falcão (PT-SP) e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

No local, o petista consolou familiares e destacou que Mino Carta teria feito uma cobertura “sóbria e verdadeira” do julgamento do STF. Em nota de pesar, Lula já havia ligado a trajetória do jornalista à defesa da democracia. “Se hoje vivemos em uma democracia sólida, se hoje nossas instituições conseguem vencer as ameaças autoritárias, muito disso se deve ao trabalho deste verdadeiro humanista, das publicações que dirigiu e dos profissionais que ele formou”, escreveu. O presidente decretou três dias de luto oficial pela morte do fundador da revista CartaCapital.

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