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O presidente municipal do União Brasil e ex-prefeito de Camaçari, Helder Almeida foi o convidado do radialista Roque Santos no podcast Pod Roque de quarta-feira (27). Durante quase duas horas de conversa o presidente da legenda falou sobre política estadual, estratégias municipais e sua visão sobre os próximos pleitos eleitorais. Na ocasião, Helder também explicou sobre o processo que resultou no afastamento do candidato derrotado em 2024, Flávio Matos e sua adesão ao Partido Liberal (PL).
Ele descartou um conflito ou perseguição ao ex-presidente da Câmara e afirmou que teve dois contatos com Flávio, que na sua opinião, foram importantes para a carreira politica do ex-vereador. O primeiro, foi quando o convenceu a sair do Partido Verde (PV), em 2016 para se candidatar pelo União e obter legenda para uma possível eleição — manobra que deu certo; e a segunda foi em 2023, na escolha do nome para representar o grupo do então governo. Segundo Helder, baseado em pesquisas e na insatisfação popular, lutou pelo nome de Flávio para oxigenar a chapa, sendo o “novo” pra cidade.
No entanto, ao decorrer da campanha, com a montagem do núcleo íntimo de decisões, afirma que não se sentiu bem-vindo ou representado. “Eu só entro em casa que eu sou bem recebido, bem quisto. Lugar que eu não sou bem recebido, eu não estou”, disse. E encerrou alfinetando: “estou hoje no mesmo lugar que sempre estive, companheiro”. Na oportunidade, Helder aproveitou para ressaltar que nunca fez parte de outros governos e nunca abandonou o grupo.
Com base nesse entendimento, sobre as eleições de 2028, já amplamente discutida nos meios políticos da cidade, o presidente do União afirma que está calmo e respeitando o tempo. “Eu tenho dito, que pra 2028, o candidato que nós temos para disputar a eleição e ganhar a eleição, chama-se Elinaldo. Isso é uma realidade, que não adianta, você pode fazer a pesquisa que você quiser”, declarou, descartando Flávio.
Na entrevista, Helder disse ainda, que Elinaldo não deve ser excluído do tabuleiro político do município e destaca palavras como “confiança” e “lealdade” para defender sua opinião. Para ele, com as configurações atuais do grupo, só Elinaldo poderia representar uma unificação capaz de fortalecer o “time azul” para uma disputa.
O ex-prefeito comentou também sobre o desejo de Flávio, de ser candidato pelo União, contrariando as alianças feitas com Paulo Azi e Manoel Rocha. Ele defendeu o acordo estabelecido, mas opinou que o diálogo e uma dobradinha entre Flávio e Elinaldo no partido não seria impossível. No entanto, critica a reação de Flávio e diz que o diálogo precisaria ser “em outro nível”.
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