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Protesto por Bolsonaro chega ao fim: oposição desocupa plenário do Senado

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Líder da oposição no Senado Federal, senador Rogerio Marinho (PL-RN), concedeu entrevista nesta quinta após desocupar o plenário (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Após Motta retomar plenário da Câmara dos Deputados, oculpado por parlamentares bolsonaristas que protestavam em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, a bancada de oposição também liberou o plenário do Senado da manifestação.

Em entrevista coletiva após o grupo deixar o espaço na manhã desta quinta-feira, 7, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), anunciou a retirada dos demais senadores para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abrisse a sessão do dia, que ocorre de forma remota.

“Estamos nesse momento nos retirando da mesa. Estamos desobstruindo e esperamos que a partir de agora possamos discutirmos e trabalharmos as pautas que interessam a todos independente da posição ideológica”, afirmou.

A oposição desocupou o plenário do Senado após pouco mais de 47 horas de ocupação. Os senadores protestavam em defesa de Bolsonaro, com alegações de que a PEC da Anistia fosse colocada em votação, assim como o fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) visa garantir a anistia para os condenados e acusados de tentativa de golpe de Estado, o que envolve a invasão que ocorreu no dia 8 de janeiro de 2023.

Desocupação na Câmara

A desocupação na Câmara ocorreu na noite de quarta-feira, 6, quando o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), reassumiu a cadeira da presidência e subiu o tom em discurso na Casa.

Motta reforçou a necessidade de se estabelecer o diálogo dentro da Câmara, e afirmou que o fortalecimento das casas legislativas garante a estabilidade do regime democrático. Para ocupar sua cadeira de presidente, o político precisou fazer um apelo ao deputado Marcel van Hattem (Novo), que sentou no lugar durante o protesto dos bolsonaristas.

“Nossa presença nesta Mesa, na noite de hoje, é para garantir duas coisas: a primeira é o respeito a esta Presidência, como quer que seja; e a segunda, é para que esta Casa possa se fortalecer”, disparou Motta.

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