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Mais de 90% dos ambulantes do Centro foram realocados de forma tranquila, garante PMC

Foto: Patrick Abreu
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Um dos assuntos mais falados em Camaçari, nesta terça-feira (28) foi o desentendimento entre um grupo de ambulantes e fiscais da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), ocorrido durante a ação de realocação dos trabalhadores para uma área coberta, no fundo da Feira.

Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram uma mulher não identificada exigindo a permanência nas ruas e calçadas do Centro. Em outro registro, um homem aparece tendo a mercadoria recolhida pelas equipes e, na mesma gravação, jogando as frutas no chão, enquanto fiscais tentam colocá-las em sacolas plásticas.

Maioria feliz

O Camaçari Fatos e Fotos (CFF) entrou em contato com a Sesp para questionar as supostas ações truculentas. De acordo com a pasta, após diversas conversas, onde form ajustadas a localização e as condições do remanejamento, 109 ambulantes concordaram com a mudança de local. “Só na última semana tivemos cerca de oito reuniões. Tudo está sendo dialogado e o trabalho está sendo feito de forma tranquila. Apenas um grupo de umas 10 pessoas, a maioria delas da mesma família, está se recusando a deixar a região dos pontos de ônibus”, informou a pasta.

Ainda de acordo com a Sesp, um segundo grupo de cerca de 50 ambulantes será remanejado para o mesmo local nos próximos dias, completando a ação de reordenamento do uso do espaço público.

Sugestão acatada

Em nota, a Sesp também informou que o local foi uma sugestão dos próprios ambulantes, em uma das diversas reuniões realizadas ao longo do mês de janeiro e a distribuição dos quadrantes a serem ocupados individualmente foi realizada via sorteio.

“Estamos dialogando com os ambulantes desde o início do mês, quando iniciou esta nova gestão. Já fizemos diversas reuniões, para ouvir esses trabalhadores, e eles indicaram um espaço para passarem a trabalhar. Fizemos um grande trabalho de limpeza e arrumação desse local para poder recebê-los, inclusive com a instalação de toldos para garantir conforto e segurança”, explicou Hindemburgo Teles, secretário de Serviços Públicos (Sesp).

Igreja, comerciantes e pedestres

A realocação dos ambulantes era uma demanda geral da população, tanto dos pedestres, que reclamam da dificuldade de transitar pelas calçadas, por estarem ocupadas por carrinhos e mercadorias expostas no chão, quanto dos comerciantes da região, que reclamavam da desordem em frente a suas lojas. Até a Igreja Católica já havia se queixado da ocupação desordenada na Praça Desembargador Montenegro.

Memória

Embora durante os oito anos da gestão de Elinaldo Araújo (União Brasil) os ambulantes tenham sido largados a própria sorte, o que resultou no motivo das queixas, vale lembrar que nas gestões anteriores de Caetano também foi feito um trabalho de organização do uso dos espaços, pelos mesmos motivos.

Embora alguns ainda usassem as calçadas, a maioria estava alocada no mesmo espaço para onde foram remanejados agora, com a grande diferença de que “antigamente” não tinha toldo para proteger pessoas e mercadorias do sol e da chuva.

Foto: Patrick Abreu Foto: Patrick Abreu Foto: Patrick Abreu

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