
Ela afirmou que a maioria dos fatos ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeira
A madrasta do menino Bernardo, Graciele Ugulini, confessou que foi responsável pela morte do garoto de 11 anos, em crime ocorrido em abril de 2014. A confissão foi feita durante o quarto dia de julgamento, que ocorre desde a última segunda-feira (11), no Fórum da cidade de Passos, ao norte do Rio Grande do Sul. Ela afirmou que a maioria dos fatos ocorridos durante o assassinato de Bernardo, em abril de 2014, é verdadeira.
“O Leandro não tem nada a ver, só quero o perdão dele. O Leandro não tem nada a ver com isso, é tudo culpa minha.”, afirmou a enfermeira, acusada de homicídio triplamente qualificado. O pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsificação ideológica.
Durante o depoimento, Graciele contou que, após ser multada por excesso de velocidade, o menino teria ficado nervoso. Ela deu Ritalina para Bernardo e não percebeu efeito. Então, teria jogado a bolsa para o garoto e mandou ele tomar mais remédio. Ao encontrara a amiga Edelvânia, percebeu que Bernardo estava “imóvel, babando” e que não tinha pulso. A amiga teria sido obrigada a ajudar Graciele.
No entendimento do Ministério Público, porém, o crime foi planejado. O buraco onde ele foi enterrado foi cavado dias antes, compraram soda cáustica, além do medicamento Midazolan, encontrado no corpo do menino após autópsia. Além disso, para a promotoria, Graciele pagou para receber ajuda de Edelvânia.
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