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“Vão dar o troco”: economista critica Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6×1

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Flávio Bolsonaro - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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A mudança repentina do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que declarou ser a favor do fim da escala 6×1 — que deve ser votada nesta quarta-feira, 14, na Casa Alta —, foi vista como “oportunista” pelo economista e deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA).

A declaração do parlamentar foi feita ao portal A TARDE após o presidenciável afirmar, na terça-feira, 13, que votará a favor da proposta.

Flávio manifestou apoio à medida um dia antes da votação prevista para esta quarta-feira, 14, no Senado. Durante uma entrevista coletiva após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília, o senador afirmou que a maioria dos trabalhadores deseja o fim do modelo que prevê seis dias de trabalho para um de descanso.

No entanto, ele fez uma ressalva sobre o texto em discussão.

Vou votar a favor do fim da 6×1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre
Flávio Bolsonaro

Waldenor vê interesse eleitoral na mudança
Ao comentar a declaração, Waldenor Pereira classificou a mudança como “extemporânea” e afirmou que o posicionamento do candidato do PL seria motivado por interesses eleitorais.

“Revela o seu caráter oportunista de votar de acordo com interesses meramente eleitoreiros!”, criticou o deputado.

O parlamentar também afirmou acreditar que a mudança de discurso não terá o efeito esperado nas urnas. Waldenor projetou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

“O povo brasileiro vai lhe dar o troco nas urnas, no próximo dia 25, elegendo, de novo, Lula presidente”, declarou.

Flávio admite discutir mudanças na proposta
Apesar de declarar apoio ao fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro sinalizou a aliados que pretende discutir alterações na proposta após as eleições, caso seja eleito presidente.

Um dos pontos em debate é a possibilidade de flexibilizar as regras da jornada de trabalho por meio de acordos entre empresas e funcionários.

A proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), da oposição, prevê um modelo flexível, no qual a distribuição das horas trabalhadas poderá ser negociada entre patrões e empregados. A possibilidade é criticada por integrantes do governo Lula.

Deputado relembra medidas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro
Waldenor Pereira também criticou as medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro e afirmou que a família do ex-presidente atuou contra os interesses dos trabalhadores.

“Quando governaram o país, aprovaram as reformas trabalhista e previdenciária que retiraram direitos fundamentais do povo brasileiro, além do congelamento do salário mínimo que reduziu o poder de compra”, afirmou o deputado.

O fim da escala 6×1 é um dos temas em debate na campanha presidencial e mobiliza propostas distintas sobre a jornada semanal, os períodos de descanso e a possibilidade de negociação entre empregadores e trabalhadores.

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