“E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões”. (Mateus 21:12-13)
Quase dois mil anos após Jesus expulsar os vendedores e cambistas do Templo de Jerusalém por transformarem um local sagrado de oração em um espaço de exploração comercial e corrupção, a igreja volta a ser tomada por negociatas, falsos testemunhos e idolatria. É o que alerta a pastora Flávia Monteiro, em um vídeo que foi amplamente compartilhado nas redes sociais.
“Que idolatria é essa na casa de Deus?”, questiona a pastora sobre o tratamento dado à família Bolsonaro nas igrejas evangélicas. Flávia Monteiro aponta, em seu desabafo, que um grupo que promove ódio, ira, contenda e falso testemunho, incitando o uso de armas, não pode representar os ensinamentos e o amor de Deus.
“Acorda! A Casa é de Deus não é barganha, não. Saia do altar de Deus, parem de fazer política no altar de Deus”, protesta a pastora. Ao longo do vídeo, a líder religiosa faz duras críticas ao comportamento de parte da comunidade evangélica, utilizando o termo para se referir àqueles que mantêm discursos de ódio.
Na oportunidade, ela também contesta pessoas que se dizem cristãs, mas que manifestam preconceito ou aversão contra minorias, como negros, indígenas, pessoas LGBTQIA+ e a população do Nordeste. No desabafo, a pastora defende que a fé cristã genuína não deve ser misturada com discursos divisionistas ou de discriminação social.
O vídeo ganhou forte repercussão no cenário das discussões políticas, sendo replicado por canais que defendem pautas progressistas e criticam a forte aliança entre lideranças religiosas tradicionais e o movimento bolsonarista.
A pastora Flávia Monteiro, que ainda diz\que presidente bom é aquele que defende as causas do pobre, como fez Jesus Cristo, e brada que esses pastores bolsonaristas não dizem a verdade ao povo, sobre “os impostos que não querem pagar”, e por isso os incitam contra o governo atual, integra uma parcela crescente denominada “Evangélicos com Lula”, que contesta o uso político das igrejas e defende a conduta cristã estabelecida pela Bíblia acima dos acordos entre líderes religiosos.
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Confira o vídeo de desabafo

