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De ‘Débora do Batom’ a Clezão: veja quem está preso, solto e morto entre os condenados pela Justiça pelo 8 de janeiro após três anos

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Veja como estão os condenados pelo 8 de janeiro (Foto: Reprodução)

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Após os atos de 8 de janeiro de 2023, 1.399 pessoas foram condenadas pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por participação nos episódios. Segundo balanço divulgado no início de janeiro deste ano, 179 condenados estavam presos, sendo 114 em regime fechado e 50 em prisão domiciliar.

Entre os réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e 28 ex-integrantes de seu governo, condenados no processo relacionado à tentativa de golpe. Outros nomes, porém, ganharam notoriedade por episódios específicos registrados durante a invasão das sedes dos Três Poderes. As situações dessas pessoas são diferentes e incluem prisão em regime fechado, prisão domiciliar, liberdade provisória e até morte.

Regime fechado

Antônio Cláudio Alves Ferreira foi identificado destruindo o relógio histórico de Balthazar Martinot, levado ao Brasil por Dom João VI em 1808 e que estava no Palácio do Planalto. Condenado a 17 anos de prisão, ele chegou a deixar temporariamente o presídio em Uberlândia (MG), em 2025, após uma decisão da Justiça de execução penal de Minas Gerais. A soltura, porém, foi revogada no mesmo mês por Alexandre de Moraes.

Ana Priscila Silva de Azevedo foi apontada pelas investigações como uma das principais organizadoras e influenciadoras digitais dos atos, com atuação em grupos do Telegram. Ela recebeu uma condenação de 17 anos. A defesa apresentou pedidos de soltura e recursos, mas as solicitações de liberdade provisória foram negadas pelo STF.

Outro nome que ganhou destaque foi Marcelo Fernandes Lima, filmado carregando uma réplica da Constituição de 1988 retirada do STF e posteriormente devolvida. Ele foi condenado em fevereiro de 2025, quando ainda estava foragido. No mês seguinte, acabou localizado pela Polícia Federal em São Lourenço (MG) e preso em cumprimento a um mandado expedido pelo Supremo.

Nelson Ribeiro Fonseca Júnior ficou conhecido por retirar da Câmara dos Deputados uma bola autografada pelo jogador Neymar, que estava exposta como presente oficial. Preso preventivamente durante as investigações, ele foi condenado em junho de 2025 e permanece no sistema prisional, cumprindo a pena inicialmente em regime fechado.

Prisão domiciliar

Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida como “Fátima de Tubarão”, ficou conhecida depois de aparecer em um vídeo dizendo que iria “quebrar tudo”. A catarinense foi condenada pelo STF a 17 anos por crimes como golpe de Estado e dano qualificado. Em abril de 2026, Moraes autorizou que ela passasse a cumprir a pena em prisão domiciliar.

Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”, também deixou o sistema prisional. A cabeleireira ficou conhecida depois de escrever “Perdeu, mané” com batom na Estátua da Justiça, em frente ao STF. Condenada a 14 anos, ela teve a progressão de regime autorizada por Moraes após a consideração dos dias de pena reduzidos por trabalho, leitura e aprovação no Enem.

Liberdade provisória

William da Silva Lima ganhou notoriedade pelas imagens em que aparece usando e carregando uma das togas dos ministros do STF. Ele respondeu ao processo com tornozeleira eletrônica e, depois de permanecer preso preventivamente, recebeu de Moraes liberdade provisória condicionada ao cumprimento de medidas cautelares.

Um caso que terminou em morte

Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, também fazia parte do grupo que invadiu o Congresso Nacional. A denúncia atribuiu a ele e a outros integrantes do grupo o uso de substâncias inflamáveis para provocar incêndios no Salão Verde da Câmara. Clezão morreu após sofrer um mal súbito no Complexo Penitenciário da Papuda. Naquele momento, ele estava preso preventivamente e aguardava julgamento.

Os casos mostram diferentes desdobramentos judiciais entre pessoas que se tornaram conhecidas por episódios específicos durante os atos de 8 de janeiro. Enquanto alguns permanecem no sistema prisional, outros passaram a cumprir medidas em casa ou obtiveram liberdade provisória.

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