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Presença de capivaras em condomínio de Guarajuba reacende debate ambiental

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Nos últimos meses, moradores e visitantes têm filmado a movimentação e a ocupação das capivaras pelas vias internas do complexo residencial - Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Uma bela exibição da natureza ou um protesto silencioso? Circulam pelas redes sociais vídeos de um grupo de capivaras circulando pelas ruas do condomínio Alphaville Guarajuba, na orla de Camaçari. Nos últimos meses, moradores e visitantes têm filmado a movimentação e a ocupação das capivaras pelas vias internas do complexo residencial.

As imagens ganharam repercussão na internet, com comentários carinhosos sobre os animais e algumas críticas referentes ao avanço de projetos imobiliários sobre áreas de vegetação nativa e sobre como essas intervenções afetam a vida e o ciclo natural da fauna local.

Mas esse não é um caso isolado. O avanço da urbanização na orla de Camaçari tem afetado diretamente os animais silvestres, que são afugentados de seus habitats naturais e acabam retornando em busca de alimento e água. Essa tem sido uma ocorrência recorrente nos condomínios instalados na região litorânea do município.

Na época da instalação, o Alphaville Guarajuba, que iniciou ocupando um terreno na orla de 574 mil metros quadrados (57,4 hectares), foi acusado de se instalar dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Segundo os dirigentes do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari (COMAM) da época, as intervenções estariam alterando o cordão de lagos, lagoas, matas ciliares, manguezais e cursos d’água que se estendem por toda a orla de Camaçari. Mesmo com os protestos, o projeto continuou e hoje é um dos espaços mais valorizados da Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Não toque!

Por mais dóceis que as capivaras possam parecer, não podemos esquecer que são animais silvestres, e é impossível prever a reação diante da aproximação e do contato com humanos ou animais domésticos. Existe o risco de mordidas e acidentes decorrentes dessa interação.

Especialistas alertam também que elas podem carregar o carrapato-estrela, vetor da bactéria que causa a febre maculosa, uma doença grave e potencialmente letal.

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