Um soldado da Polícia Militar de Pernambuco foi afastado do cargo após ser apontado como beneficiário de uma fraude no concurso da corporação realizado em 2024. Segundo a Polícia Civil, outra pessoa teria feito a prova no lugar dele, em um esquema de substituição de candidatos.
O caso veio à tona nesta quarta-feira, 26, durante a Operação Fora de Forma, que investiga uma organização especializada em fraudes em concursos públicos. A ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas. As informações são do G1.
A investigação começou em setembro de 2025 e identificou, até o momento, dez pessoas que fariam parte do esquema, sendo cinco candidatos beneficiados, chamados de “clientes”, e cinco pessoas que teriam realizado as provas em seus lugares, os chamados “clones”.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos escolhiam candidatos com características físicas semelhantes para facilitar a substituição no momento da aplicação das provas. O soldado investigado teria sido aprovado no concurso da PM pernambucana, cujas provas foram realizadas em janeiro de 2024.
Além da substituição de candidatos, a investigação apura suspeitas de vazamento de provas. Duas pessoas são investigadas por possível participação nesse tipo de fraude.
O esquema também teria envolvido servidores públicos de diferentes estados. Entre os investigados estão pessoas ligadas às polícias militares de Pernambuco e da Paraíba, à Polícia Penal do Ceará e ao Ministério Público da Paraíba.
O soldado pernambucano já atuava em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O afastamento cautelar dele foi determinado pela Justiça.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, notebooks, documentos, documentos falsos e detectores de metais. Em um dos imóveis vistoriados, os policiais encontraram documentos do candidato que teria sido beneficiado pela fraude na residência da pessoa apontada como responsável por fazer a prova em seu lugar.
O material recolhido será analisado pela Polícia Civil para identificar outros possíveis envolvidos e verificar se o grupo tem ligação com outras organizações especializadas em fraudes de concursos públicos.

