O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, afirmou neste domingo (16) que as negociações específicas com a BYD chegaram a um momento decisivo e cobrou da empresa avanços nas reivindicações apresentadas pela categoria. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o sindicalista diferenciou a pauta específica dos trabalhadores da montadora da discussão sobre a data-base dos metalúrgicos no estado da Bahia.
Segundo Bonfim, a pauta apresentada à BYD foi construída a partir das demandas dos trabalhadores e inclui questões relacionadas a salários, alimentação, adicional noturno, plano de saúde, condições de trabalho e ampliação da sindicalização. O presidente do sindicato também citou conquistas obtidas anteriormente na empresa, como reajuste salarial de 28,2% para trabalhadores operacionais, PLR de R$ 10 mil, abono de R$ 2,7 mil, melhorias no café da manhã e redução da jornada para 42 horas semanais, além da previsão de redução para 40 horas.
Durante o pronunciamento, Bonfim criticou a postura da empresa nas negociações e afirmou que a BYD não pode escolher unilateralmente quais pontos da pauta serão discutidos. “A negociação é apresentar proposta, ouvir, discutir e buscar avanços”, declarou.
O sindicalista também relembrou uma paralisação realizada há cerca de três semanas, quando, segundo ele, mais de 2.700 trabalhadores participaram do movimento. Bonfim afirmou que o episódio demonstrou a capacidade de mobilização da categoria e alertou que uma nova mobilização poderá ocorrer caso não haja avanços nas tratativas.
Bonfim ainda fez críticas ao que classificou como “assédio moral” dentro da empresa e afirmou que o sindicato não aceitará que situações dessa natureza sejam levadas para a mesa de negociação. Segundo ele, caso o RH Global mantenha uma postura considerada intransigente, os trabalhadores serão convocados para uma assembleia nesta semana, na qual poderão decidir os próximos passos da mobilização.
Ao final do comunicado, o presidente do sindicato afirmou que a entidade está aberta ao diálogo, mas não aceitará uma negociação “sem avanço”. Bonfim responsabilizou o RH Global por eventuais consequências de uma nova paralisação e convocou os trabalhadores a participarem das discussões. A BYD não apresentou, até o momento, manifestação sobre as declarações no conteúdo fornecido.

