O Dia dos Pais é uma das datas mais marcantes do calendário nacional, mas a tradição de celebrar os homenageados no segundo domingo de agosto nem sempre existiu por aqui. A primeira edição oficial do evento no Brasil ocorreu em 16 de agosto de 1953, criada por uma iniciativa do publicitário e executivo Sylvio Bhering, que buscava criar um equivalente ao já bem-sucedido Dia das Mães.
A escolha da data inicial não foi por acaso. O dia 16 de agosto foi selecionado por coincidir com o Dia de São Joaquim, considerado pela tradição católica o pai da Virgem Maria e um grande símbolo da paternidade. Para movimentar a novidade na época, a imprensa promoveu até um concurso especial que premiou o pai com o maior número de filhos (impressionantes 31 herdeiros), o mais jovem (16 anos) e o mais velho (98 anos).
Com o sucesso da estreia, a comemoração foi ajustada nos anos seguintes para se fixar no segundo domingo de agosto, espelhando a lógica do Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio. A mudança também atendeu a um pedido do comércio, já que a nova posição no calendário preenchia um vácuo estratégico nas vendas entre o Dia dos Namorados, em junho, e o Dia das Crianças, em outubro.
Apesar do modelo brasileiro ser fortemente voltado ao varejo, a data tem origens bem distintas ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, a tradição começou em 1909 por iniciativa de uma filha que desejava homenagear o pai, veterano da Guerra Civil que criou seis filhos sozinho. Já em países de tradição católica como Portugal, Espanha e Itália, a homenagem é prestada em 19 de março, dia de São José.

