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DESCONCERTANTE: Em vídeo pastor questiona bancada evangélica e a desavia a mostrar ações em favor dos mais vulneráveis

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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Jesus entrou no templo e tirou de lá quem vendia e comprava coisas, derrubando mesas e criticando a exploração do povo. Durante sua passagem pela Terra, a relação do Filho de Deus com os fariseus foi marcada por forte tensão, críticas à hipocrisia e conflitos sobre a Lei. Isso porque os fariseus eram líderes religiosos judeus focados na pureza ritual, enquanto Jesus priorizava a misericórdia e o amor ao próximo.

E, em relação à política, qual seria o posicionamento daquele que ainda é Advogado, mas depois será Juiz, com os representantes da chamada “bancada evangélica” atual?

A bancada evangélica no Brasil é formalmente organizada como a Frente Parlamentar Evangélica, sendo um potente grupo político do Congresso Nacional brasileiro focado em valores conservadores, pautas morais e defesa “dos bons costumes”, liderada atualmente pelo deputado federal Gilberto Nascimento.

Na prática, sem que haja fácil quem discorde entre a sociedade comum, a bancada tem sido frequentemente associada à busca por interesses corporativos, pautas pessoais e articulações para ampliar o poder político. Críticos apontam que o grupo muitas vezes prioriza a imunidade tributária de igrejas, a ocupação de cargos estratégicos e a projeção de lideranças religiosas em detrimento do interesse público geral, inclusive de quem, em tese, comunga da mesma fé.

E essa imagem, de que não haja interesses pessoais e que “os princípios cristãos” seja o foco, foi seriamente questionada por ninguém menos do que um pastor, o reverendo Cláudio Reis, um pastor presbiteriano, psicólogo clínico e professor universitário com mais de 35 anos de ministério na Igreja Presbiteriana do Brasil. Após analisar a atuação da bancada e, ciente das críticas públicas e de como essa imagem afeta o segmento evangélico que de fato busca imitar a Cristo, o pastor Cláudio Reis, durante participação em um podcast, fez uma cobrança duríssima à frente parlamentar, que viralizou nas redes sociais.

O pastor Cláudio Reis fez uma cobrança desconcertante, pedindo que a bancada evangélica mostre qualquer projeto social da bancada; disposição para auditorias de contas bancarias; e cobrou exemplo de ética política e cristã do grupo. Na oportunidade, o pastor desafiou os parlamentares a mostrarem quais projetos da bancada atendem aos mais vulneráveis. Ele cobrou propostas reais que tenham sido defendidas ou aprovadas em favor do pobre, do órfão, do doente e do sem-teto.

O pastor desafiou também individualmente os parlamentares evangélicos a abrirem suas contas para uma auditoria independente, envolvendo órgãos como o Ministério Público e a OAB. Na oportunidade, o líder religioso lançou, ainda, questionamentos sobre o alinhamento ético e a atuação política dos líderes religiosos em comparação aos padrões exigidos pelo Evangelho.

A visão compartilhada pelo pastor agradou ao segmento evangélico e tem sido amplamente compartilhada. E, de fato, vendo o que o país tem visto, de 2018 até os dias atuais, como o tamanho do prejuízo que não poucas atitudes tem causado ao Evangelho, o questionamento desse sacerdote é tanto legítimo quanto provocante de profunda reflexão. E, como diz as Escrituras, “quem tem ouvidos, ouça”.

Veja o vídeo:

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