A polêmica envolvendo a cantora Daniela Mercury e o cantor Edson Gomes repercutiu nesta terça-feira (5), na Câmara de Vereadores de Camaçari. O vereador Jackson Josué (União) apresentou a Moção de Repúdio nº 5/2026, criticando as declarações da cantora.
A confusão mencionada pelo vereador aconteceu durante a premiação Troféu Armandinho e Irmãos Macedo, na noite da última terça-feira (28), em Salvador. Na ocasião, Daniela acusou Edson Gomes de violência contra a mulher.
Segundo o vereador, a manifestação da cantora é grave, “precipitada e desprovida de respaldo fático público conhecido, uma vez que não há registros amplamente reconhecidos, denúncias formalizadas ou decisões que confirmem a imputação feita”. Jackson classificou a declaração como sensível e potencialmente lesiva.
“A fala em questão extrapola os limites da liberdade de expressão ao imputar diretamente conduta de natureza criminosa a terceiro, sem a devida comprovação, o que acarreta sérios danos à honra, à imagem e à dignidade do cantor Edson Gomes”, prossegue o vereador na defesa da matéria. No argumento apresentado na moção, Jackson também cita a reconhecida trajetória de Edson Gomes no cenário cultural brasileiro.
Além de condenar a disseminação de acusações não verificadas, o vereador aproveitou a defesa da pauta para ressaltar a importância das ações de combate à violência contra a mulher.
A moção foi aprovada pela Casa, mas os argumentos utilizados pelos vereadores da base de oposição foram duramente criticados pelo vereador Kaique Ara (PT). Aproveitando a pauta, os oposicionistas fizeram associações errôneas sobre a Lei Rouanet e uma suposta filiação de Daniela Mercury ao Partido dos Trabalhadores (PT).
“Gostaria inicialmente de pedir aos nobres vereadores que respeitem o Partido dos Trabalhadores. A artista não é filiada ao PT. A posição da artista foi repudiada pela bancada de oposição, assim como pela nossa bancada. O nosso partido não concorda com aquela posição”, contestou Kaique.

