Um dia após o episódio de humilhação e agressão contra uma professora na Câmara de Vereadores, a Prefeitura de Camaçari realizou, nesta quinta-feira (9), o pagamento das horas excedentes e da gratificação por aluno especial aos professores da rede pública municipal.
A medida foi executada por meio da Secretaria da Administração (Secad), em cumprimento à decisão da categoria, que, em assembleia, estabeleceu prazo até o dia 10 de abril para a regularização dos valores.
Em nota, a gestão municipal destaca que a ação “reafirma o compromisso com a valorização dos profissionais da educação, o respeito às decisões coletivas da categoria e o diálogo permanente com o sindicato”.
A Prefeitura informou ainda que o pagamento do reajuste salarial e dos valores retroativos não foi realizado porque o Projeto de Lei necessário ainda não foi votado pela Câmara Municipal. Sem a aprovação, a administração fica legalmente impedida de incluir os novos valores na folha de pagamento.
Na última quinta-feira (9), professores da rede municipal ocuparam o plenário da Câmara de Camaçari para cobrar celeridade na votação do Projeto de Lei do Executivo nº 1195/2026, que propõe alterações na Lei nº 873, de 4 de abril de 2008, responsável por instituir o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos do Magistério Público municipal.
Durante o auge do protesto, a presidente do Sindicato das Professoras e Professores da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), Sara Andrade, teve o contracheque — apresentado como prova da defasagem salarial — retirado de suas mãos, rasgado pelo vereador Jamesson (PL) e, em seguida, arremessado em direção ao seu rosto.
A ação gerou revolta entre os professores presentes e ampla repercussão nos sites e redes sociais. A votação final do projeto está prevista para esta sexta-feira (10).
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