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Em João 15:1-17, Jesus ilustra o Seu relacionamento com os crentes: Ele é a “videira verdadeira”, e nós somos os “ramos”. Cristo é o centro e a fonte da vida cristã. A chave para um relacionamento saudável e produtivo com Ele é permanecer em Jesus porque, sem Ele, não podemos fazer nada (versículos 4-8). A obediência é outro elemento vital para o vibrante relacionamento de amor que compartilhamos com Ele (versículos 9-12). Essa obediência não decorre de um senso de obrigação ou servidão, mas de um vínculo de amizade: “Ninguém tem amor maior do que este: de alguém dar a própria vida pelos seus amigos. Vocês são meus amigos se fazem o que eu lhes ordeno. Já não chamo vocês de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas tenho chamado vocês de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes dei a conhecer” (versículos 13-15).
A declaração de Cristo, “Eu os chamei de amigos”, deve ter comovido profundamente os discípulos, pois somente Abraão e Moisés foram chamados de amigos de Deus nas Escrituras (Êxodo 33:11; 2 Crônicas 20:7; Isaías 41:8; Tiago 2:23). Jesus credita a promoção dos discípulos ao status de amigos ao fato de eles terem se tornado conhecedores de Seus ensinamentos internos: “Já não chamo vocês de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas tenho chamado vocês de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes dei a conhecer” (João 15:15).
A divulgação de informações confidenciais tem sido uma característica das amizades íntimas desde o início dos tempos. Deus compartilhou os Seus planos anteriormente não revelados com Abraão (Gênesis 18:16-22) e falou em particular com Moisés face a face (Êxodo 33:11). Agora, como amigos de Jesus Cristo, os crentes têm a extraordinária oportunidade de conhecer Deus intimamente. Ele nos faz entrar em Sua confiança (Salmo 145:18; Tiago 4:8; Apocalipse 3:20). Como membros de Seu círculo íntimo, o Senhor nos revela os mistérios secretos de Deus (Efésios 1:9; Romanos 16:25). Jesus nos dá a conhecer tudo o que aprendeu com o Pai. Os cristãos recebem acesso irrestrito à verdade, embora sejamos limitados por nossa capacidade de compreender tudo (João 16:12).
Embora Jesus seja nosso Senhor e Mestre, e nós sejamos os Seus servos dispostos (Lucas 12:35-36; 1 Coríntios 7:22; Colossenses 3:23-24; Efésios 6:6; 1 Pedro 2:16), nosso relacionamento com Ele assume uma qualidade diferente da de mero Mestre e escravo. Esperava-se que um escravo ou servo obedecesse às ordens de seu mestre sem explicação. Como Jesus nos chama para uma aliança de amor, temos o privilégio de participar de Sua revelação divina (Hebreus 1:1-2; João 1:18; 14:10; 17:6). Com “aqueles que o temem”, o Senhor não retém nada (Isaías 50:4; Salmo 25:14; João 8:31-32; 14:7).
Em Jesus, temos o maior amigo possível. Ele nos ama tanto que estava disposto a dar a Sua vida na cruz para nos salvar (João 3:16; 5:13; Romanos 5:7-8). Ele é o “Bom Pastor” que “dá a vida pelas ovelhas” (João 10:11). Ele é “um amigo que se apega mais do que um irmão” (Provérbios 18:24) e um companheiro fiel que “nunca nos deixará nem nos abandonará” (Josué 1:5). Ele nos ama “até o fim” (João 13:1), o que, no idioma original, significa que Ele nos ama “até o máximo e o limite do amor”.
Como Jesus disse: “Eu os chamei de amigos”, devemos valorizar esse relacionamento aproximando-nos dEle todos os dias, dedicando tempo à Sua Palavra, aprendendo o que Ele quer nos ensinar sobre o Pai, obedecendo aos Seus mandamentos, permanecendo nEle, produzindo frutos e “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). Temos o privilégio e a honra de sermos chamados de Seus amigos somente por causa de Sua graça em nos escolher (João 15:16).

