
Embora continue livre de casos confirmados de intoxicação por metanol, as bebidas alcoólicas comercializadas em Salvador não estão totalmente seguras para consumo humano. Nesta terça-feira (7), o segundo dia da Operação Bebidas Etílicas revelou que, mesmo longe de indícios de contaminação química, ainda há riscos sérios à saúde em produtos vendidos na capital baiana.
A ação, conduzida pelo Governo do Estado em parceria com a Polícia Civil, Procon-BA, Departamento de Polícia Técnica (DPT), Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) e o Ministério da Agricultura e Pecuária, resultou na apreensão de 655 garrafas de bebidas irregulares em três pontos distintos da cidade.
Em um galpão no Parque Bela Vista que atende por entrega a domicílio, os fiscais encontraram mais de 200 garrafas fora da validade e em condições inadequadas de armazenamento. Em Brotas, outro depósito voltado ao serviço de delivery mantinha 183 bebidas vencidas. Já na Pituba, em uma distribuidora focada em abastecer grandes eventos, foram apreendidas 272 garrafas sem rótulo, lacre ou data de validade. Todas as amostras recolhidas serão encaminhadas para análise pericial do DPT, e os responsáveis, ouvidos pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).
A operação reforça que os riscos não estão restritos a bebidas vendidas de forma clandestina ou em locais precários, nem sequer a marcas populares. Parte dos estabelecimentos vistoriados atua em áreas com amplo comércio formal e aparente segurança para o consumidor, o que evidencia a necessidade de atenção redobrada.
Segundo as equipes envolvidas, o objetivo da operação é garantir a rastreabilidade e a segurança das bebidas. Até o momento, não há registro de metanol nas amostras analisadas, mas a perícia segue em andamento para descartar qualquer hipótese de contaminação.
As ações de fiscalização, iniciadas na segunda-feira (6), devem continuar nos próximos dias. O alerta das autoridades é para que o consumidor evite comprar bebidas sem rótulo, com preço muito abaixo do mercado ou de fornecedores desconhecidos, já que nem sempre o risco está onde se imagina.

