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CÂNCER DE MAMA: Diagnóstico precoce pode evitar perda das mamas e quimioterapia

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Diagnóstico precoce é capaz de salvar vidas e preservar a saúde física e emocional de quem enfrenta a doença (Foto: Divulgação)

O medo de receber um resultado positivo, muitas vezes, é um motivo relatado para pessoas com suspeitas de doenças graves deixarem de procurar atendimento médico. No entanto, a rapidez no diagnóstico pode ser a diferença entre a cura e a morte. Ou entre um tratamento invasivo, sofrido e uma intervenção rápida e eficaz.

No caso do câncer de mama, essa diferença é ainda mais evidente. O diagnóstico precoce é capaz de salvar vidas e preservar a saúde física e emocional de quem enfrenta a doença. Identificar o tumor em estágio inicial eleva as chances de cura para mais de 95%, segundo levantamento da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), e reduz a necessidade de procedimentos mais agressivos.

Quando o diagnóstico é feito cedo,”muitas vezes não é necessária a retirada de toda a mama nem a indicação de quimioterapia. Descobrir o câncer de mama cedo significa preservar saúde, autoestima e qualidade de vida”, explica a mastologista Elisana Caires.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama continua sendo a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Até o fim de 2025, a estimativa é de 73.610 novos diagnósticos e cerca de 18 mil mortes. Embora raro, o problema também atinge homens, correspondendo a cerca de 1% dos casos.

Importância da mamografia

Entre os exames disponíveis, a mamografia segue como o método mais eficaz para detectar alterações ainda imperceptíveis ao toque. No Brasil, o rastreamento deve começar anualmente a partir dos 40 anos, podendo ser antecipado em situações de risco maior, como histórico familiar ou síndromes genéticas. O autoexame não substitui os exames de imagem, mas ajuda a mulher a reconhecer sinais diferentes no próprio corpo e buscar ajuda médica com mais rapidez.

“Em situações específicas, exames complementares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, podem auxiliar na investigação, mas não substituem a mamografia”, reforça Elisana.

30% dos casos são evitáveis

A prevenção também está ligada a hábitos de vida. Estudos indicam que até 30% dos casos poderiam ser evitados com escolhas mais saudáveis: evitar o consumo de álcool e cigarro, praticar atividades físicas regularmente, manter o peso adequado e reduzir a ingestão de ultraprocessados.

Outra forma de prevenção importante é a vacinação contra o HPV, principal causador do câncer de colo do útero e de outros tumores. Atualmente, o Brasil dispõe de duas vacinas: a quadrivalente, disponível na rede pública para jovens de 9 a 19 anos, e a nonavalente, oferecida na rede privada para pessoas de 9 a 45 anos. “Quanto mais cedo se vacinar, maior a proteção. Mesmo quem já teve contato com o vírus pode se beneficiar da imunização contra outras cepas”, explica a enfermeira Fabiana Porto, responsável técnica do IHEF Vacinas.

Nos casos em que o tratamento cirúrgico é necessário, a reconstrução mamária tem papel essencial no processo de recuperação. “Não se trata apenas de retirar o tumor. Reconstruir a mama devolve autoestima, feminilidade e qualidade de vida. Graças aos avanços da cirurgia oncoplástica, muitas vezes conseguimos tratar e reconstruir na mesma cirurgia, ajudando a mulher a se sentir inteira novamente”, acrescenta a mastologista.

Para 2025, a mensagem do Outubro Rosa permanece a mesma — e mais atual do que nunca: cuidar da saúde é um compromisso contínuo. “A campanha é um lembrete, mas a prevenção e o rastreamento não podem se limitar a um mês. Prevenir e diagnosticar precocemente salva vidas, e essa é a essência do movimento”, conclui Elisana Caires.

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