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90% das mortes acidentais de crianças poderiam ser evitadas, aponta estudo

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” border=”0″ alt=”Somente em 2023, foram registradas 3.398 mortes de crianças e adolescentes em razão de acidentes domésticos e externos (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)” title=”Somente em 2023, foram registradas 3.398 mortes de crianças e adolescentes em razão de acidentes domésticos e externos (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)” />

Nove crianças de até 14 anos morrem todos os dias no Brasil em acidentes que poderiam ser evitados em 90% dos casos. O dado faz parte de um levantamento da Aldeias Infantis SOS, elaborado a partir de informações do DataSUS, do Ministério da Saúde.

Somente em 2023, foram registradas 3.398 mortes de crianças e adolescentes em razão de acidentes domésticos e externos. As principais causas foram sufocamento (30%), acidentes de trânsito (26%) e afogamento (26%). O estudo ainda mostra que os óbitos por armas de fogo cresceram 20% em relação a 2022, enquanto acidentes de trânsito e afogamentos tiveram alta de 8%.

Além das mortes, o levantamento revela que em 2024 houve 121.933 internações hospitalares de crianças e adolescentes de até 14 anos vítimas de acidentes — uma média de 334 por dia, ou 14 por hora. As quedas lideram como principal causa, respondendo por 44% dos casos (54.056 internações), seguidas de queimaduras (19%) e acidentes de trânsito (10%).

O número total de internações subiu 2,2% em relação a 2023. Os maiores aumentos foram registrados nos casos de afogamento (+11,8%), sufocamento (+11,2%) e acidentes de trânsito (+7,8%).

A faixa etária mais afetada é a de 10 a 14 anos, que concentra 36% das hospitalizações, seguida por crianças de 5 a 9 anos (35%) e de 1 a 4 anos (23%). Bebês com menos de 1 ano representam 5% das ocorrências. A maior exposição de crianças mais velhas é explicada pela autonomia, que amplia os riscos em situações do dia a dia.

Para a Aldeias Infantis SOS, a prevenção é a chave para reduzir esses números. O Ministério da Saúde reforça que medidas simples de cuidado e supervisão podem salvar vidas e evitar tragédias.

Confira algumas recomendações de prevenção:

Mantenha lençóis bem ajustados ao colchão e nunca deixe o rosto do bebê coberto.

Ofereça brinquedos adequados para a faixa etária e evite objetos pequenos que possam ser engolidos.

Evite oferecer comida para a criança enquanto ela brinca ou dentro do carro em movimento.

Mantenha sacos plásticos, cordões e fios fora do alcance de crianças pequenas, preferencialmente em locais altos.

Não deixe crianças sozinhas em móveis, use grades e redes de proteção em escadas e janelas.

Nunca deixe uma criança sob os cuidados de outra criança.

Supervisione sempre o banho e mantenha crianças longe de baldes, tanques e piscinas.

Transporte bebês em bebê conforto ou cadeirinhas; crianças maiores devem usar o banco traseiro com cinto de três pontos.

Guarde medicamentos e produtos de limpeza em armários altos e trancados.

Evite que crianças tenham acesso não supervisionado à cozinha.

Com as crianças em casa, prefira usar as bocas de trás do fogão e mantenha os cabos das panelas virados para dentro.

Atenção redobrada com fornos, ferros de passar, chapinhas e aquecedores.

Instale protetores nas tomadas.

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