” border=”0″ alt=”Sesab reforçou que o estado tem ampliado as estratégias de educação em saúde e prevenção combinada, além de facilitar o acesso ao diagnóstico precoce (Foto: Divulgação)” title=”Sesab reforçou que o estado tem ampliado as estratégias de educação em saúde e prevenção combinada, além de facilitar o acesso ao diagnóstico precoce (Foto: Divulgação)” />
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) desmentiu, em nota divulgada neste sábado (28), informações que circulam em redes sociais e até em alguns veículos de comunicação sobre a existência de um suposto surto de HIV/Aids entre adolescentes no estado. Segundo os boatos, mais de 11 mil jovens de 14 a 19 anos teriam sido diagnosticados com a infecção nos últimos meses.
De acordo com a Sesab, a informação é falsa e não corresponde à realidade dos dados oficiais. Até o início de agosto de 2025, foram notificados 93 casos de HIV/Aids nessa faixa etária, número menor que a incidência nos anos anteriores. Mesmo nos anos anteriores, os números também foram bem menores do que o divulgado pelas publicações: em 2024 foram 184 casos, em 2023 foram 158 registros e, em 2022, 137.
Os dados gerais, considerando todas as idades, mostram que entre janeiro de 2023 e 2 de agosto de 2025 a Bahia registrou um acumulado de 11.187 diagnósticos de HIV/Aids. Desses, 72% ocorreram em homens (8.005 casos), 28% em mulheres (3.164) e 18 em pessoas sem gênero informado.
A análise por faixa etária indica que 168 casos foram diagnosticados entre adolescentes e jovens de 10 a 19 anos. O maior número de registros está entre adultos de 20 a 34 anos (5.212 casos), seguidos pelas pessoas de 35 a 49 anos (3.664). Houve ainda 1.517 diagnósticos na faixa de 50 a 64 anos e 345 em pessoas com mais de 65 anos.
A Sesab reforçou que o estado tem ampliado as estratégias de educação em saúde e prevenção combinada, além de facilitar o acesso ao diagnóstico precoce. A pasta também destacou a importância de integrar a atenção básica, os serviços especializados e as redes de apoio social, para garantir acompanhamento adequado e reduzir barreiras que dificultam tanto a prevenção quanto a adesão ao tratamento.
Vale ressaltar que, atualmente, existem três tratamentos eficazes na prevenção a HIV/Aids: o preservativo (camisinha) e a Profilaxia Pré Exposição (PrEP), que devem ser usados de forma preventiva; e a Profilaxia Pós Exposição (PEP), medicamento de uso emergencial, para prevenir o contágio após situação de exposição ao risco, como casos de abuso ou outras circunstâncias de atividade sexual desprotegida, entre outras formas de exposição.
Todos estão disponíveis gratuitamente, via SUS. O preservativo pode ser retirado em qualquer unidade básica de saúde (postinho), sem necessidade de cadastro ou solicitação. Eles devem ficar expostos para que a pessoa entre e pegue livremente. Já a PrEP e PEP, por serem medicamentos, precisam de consulta, também realizada nos postinhos.
