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Sem água há três dias, moradora ‘detona’ gerente da Embasa

Sem água há três dias, moradora ‘detona’ gerente da Embasa
Água potável jorrando no chão e a população sem água em Monte Gordo. Foto: Leitora

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“Pessoal, mete o cacete nessa Embasa aí; que o gerente de lá parece que tem um rei na barriga”! Com essa frase uma moradora da Rua Boa Esperança, na Estrada Velha de Monte Gordo, e leitora do Jornal CFF, reclama que está “há três dias sem água por causa do descaso dessa empresa”. O motivo é um tubo quebrado na localidade, nas imediações do Sítio Chuin, que está durante esse período vertendo água potável que deveria estar sendo utilizada pela população.

De acordo com a moradora, que nos enviou a foto em destaque nesta terça-feira (04/01), e pediu reserva do nome, mesmo com a reclamação e contatos dos moradores com a Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A, relatando o problema, nenhuma solução foi apresentada. No depoimento, a leitora, que se queixa também duma cratera que a água fez no local, pondo em perigo quem passa, afirma que a comunidade está sem água para beber, cozinhar e manter os procedimentos básicos de higiene, “e eles pra lá e pra cá” – sem nada fazer.

Sengundo a leitora alega que ouviu de outros usuários, essa é apenas mais uma das cobranças sobre a mesa de Laesandro Araújo dos Santos, gerente da unidade regional da Embasa em Camaçari. Descrito como “arrogante”, pela leitora, que é empresária e diz ter sido ignorada por ele nos correores da empresa quando tentou abordá-lo para tratar de ‘outro assusto’, o diretor indicado pela deputada federal e primeira dama do município, Ivoneide Caetano (PT), acumula reclamações e fama de indiferença com as demandas a ele apresentadas.

Um problema crônico no serviço público da Bahia

Campeã de reclamações na Bahia, a Embasa parece ignorar o conhecimento científico de que o ser humano não consegue passar mais de quatro dias sem água, se não, ele morre; caso contrario, adotaria postura mais humanizada, com ações concretas diante das demandas do povo baiano.

Além dos apelos frequentes referente ao abastecimento de água no município, também são recorrentes os registros de destruição completa e parcial de pavimentação asfáltica e passeios, causando diversos transtornos para a população. O problema crônico se arrasta há anos: a Prefeitura pavimenta, a Embasa destrói. Após cada intervenção, a cidade vai ficando cada vez mais esburacada e com a mobilidade comprometida. Dessa atuação, a empresa ganhou o apelido carinhoso de “tatu”, pelo seu madus operandi.

O CFF tentou contato com Araújo, pelo telefone 71/9XX08-0017, mas não fomos atendidos.

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