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Reforma Política: “Distritão não interessa ao Brasil”, diz Caetano

Num discurso inflamado, Caetano disse que votava contra o relatório, e que o governo é uma 'quadrilha instalada no congresso Nacional'
Num discurso inflamado, Caetano disse que votava contra o relatório, e que o governo é uma 'quadrilha instalada no congresso Nacional'

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Para o vice-líder do PT na Câmara, Luiz Caetano (BA), o Distritão, além de dificultar a renovação, diminui a representatividade obtida com o sistema proporcional

Depois de ser aprovado na Comissão Especial, o relatório da Reforma Política chegou ao Plenário da Câmara dos Deputados. Um dos temas de maior polêmica é o que diz respeito ao sistema eleitoral a ser adotado nas próximas eleições. Atualmente, a eleição para deputados e vereadores é feita pelo sistema proporcional, onde cada partido precisa alcançar um número X de votos para ganhar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

De acordo com o relatório aprovado na Comissão Especial, o sistema atual seria substituído pelo chamado “Distritão”, onde os deputados mais votados, independente de coeficiente eleitoral, seriam os eleitos. No papel, a eleição para deputado e vereador viraria uma disputa proporcional, assim como a eleição para prefeito, governador, presidente e senador. O que dificultaria a renovação dos quadros políticos.

Para o vice-líder do PT na Câmara, Luiz Caetano (BA), o Distritão, além de dificultar a renovação, diminui a representatividade obtida com o sistema proporcional. “Andaram o mundo inteiro e foram buscar exatamente o modelo do Afeganistão, esse tal Distritão, para um país continental que, só na Bahia, tem 417 Municípios. Trazem para cá um tal de Distritão, que não ajuda o povo brasileiro, que não consolida a democracia, que não traz a representatividade, como é hoje no sistema proporcional”, disse.

O parlamentar baiano explicou, ainda, mais alguns motivos para rejeitar o Distritão. “Hoje, no sistema proporcional, todo voto é válido, nenhum voto é perdido. Se você vota em um candidato e esse candidato não se elege, os votos dele contam na legenda e ajudam a eleger um candidato que pensa da mesma forma que ele. Com o Distritão, isso acaba. É a personalização da política; a individualização do voto. A representativa da sociedade, que já é pequena, vai reduzir a zero”, explicou.

Caetano concluiu seu discurso abrindo voto contra o novo sistema, e dizendo que ele irá privilegiar quem tem mais dinheiro para realizar a campanha. “O Distritão não interessa ao Brasil, não interessa à sociedade brasileira, interessa somente a alguns grupos, especialmente do ponto de vista econômico. Eu voto contra esse Distritão”, concluiu o vice-líder do Partido dos Trabalhadores.

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