Uma possibilidade real ou apenas mais uma forma de ‘jogar para a plateia’? O deputado federal Leo Prates (PDT), está deixando os baianos sonharem com mais autonomia salarial. O deputado enviou um Requerimento de Indicação (INC 95/26) à Câmara para que o governador do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), faça um estudo que possibilite adoção do salário mínimo regional de R$ 1.800,00 (hum mil e oitocentos reais).
O parlamentar defende, que a medida aumenta o poder de compra e aquece a economia local.“A adoção de um piso estadual acima do salário mínimo nacional (que em 2026 é fixado em R$ 1.621,00) é uma medida de justiça social e de fortalecimento da economia familiar”, declarou Prates. Para o deputado, o aumento da renda dos trabalhadores baianos gerará, imediatamente, “um incremento no consumo, beneficiando o comércio local e o setor de serviços”.
A demanda foi apresentada à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados na quinta-feira (19) e será enviada ao governador do Estado da Bahia, para que sejam tomadas as devidas providências.
A solicitação impressionou muitos baianos, mas não é um procedimento novo. No Rio Grande do Sul, estado modelo para o projeto do deputado, o salário mínimo regional é dividido em cinco faixas salariais, reajustadas anualmente. Confira outros estados onde o mínimo regional é adotado e os valores correspondentes:
– Rio de Janeiro: salário mínimo parcialmente válido de R$ 1.621 a R$ 3.158,96, dividido em seis faixas.
– Santa Catarina: de R$ 1.730,00 a R$ 1.978,00, dividido em quatro faixas;
– Rio Grande do Sul: de R$ 1.789,04 a R$ 2.267,21, divido em cinco faixas;
– São Paulo: faixa única de R$ 1.806,00;
– Paraná: de R$ 2.105,34 a R$ 2.407,90, dividido em quatro faixas.

