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INICIATIVA ‘FEDERAL’ – SUS inicia teleatendimento para quem tem problemas com jogos e apostas

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Vício em jogos e apostas se tornou um caso de saúde pública no Brasil (Foto: Joelson Alves/Agência Brasil)

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O vício em jogos e apostas se tornou um caso de saúde pública no Brasil, intensificada pelo livre acesso da população às casas de apostas, as famosas “bets”. Casos de endividamento, depressão, ansiedade e até registros de suicídio são comumente associadas a essa prática no país. Diante dessa realidade, o governo federal anunciou uma nova forma de suporte para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

O SUS passa a ofertar teleatendimento em saúde mental para esse público alvo, com expectativa inicial de atender 600 pacientes por mês. A iniciativa acontece a partir de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês. O anúncio foi realizado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta terça-feira (3), durante simulação de teleatendimento na unidade do hospital em São Paulo (SP). A porta de acesso ao serviço será por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explica que a modalidade escolhida visa atender a um maior público, com sigilo e acolhimento profissional. “Estamos introduzindo o teleatendimento, porque percebemos que, dificilmente, a pessoa com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização”, reforça o ministro.

O serviço conta com investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Como funciona?

A modalidade de teleatendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio. O cadastro pode ser feito 24 horas por dia, em ambiente seguro, com direcionamento do Meu SUS Digital. Todas as informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Durante o atendimento, as consultas são realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos, em de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente – seja em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial.

A equipe de suporte é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.

Após o cadastro pelo formulário direcionado pelo Meu SUS Digital, as orientações para a consulta são enviadas pelo WhatsApp. O modelo inclui telemonitoramento e integração com a rede do SUS e, sempre que necessário, os pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial.

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