A empresária e influencer digital, Daniely Cortez, 25 anos, está no nono mês de gravidez e teve sérias complicações após a prescrição excessiva de um medicamento na Maternidade de Camaçari, colocando em risco a vida da mãe e da sua bebê. A empresário compartilhou o relato no seu perfil no Instagram, como forma de alerta para outras gestantes, sobretudo as mães de primeira viagem.
Daniely conta que procurou atendimento na unidade na noite de quarta-feira (28), com a garganta inflamada e cansaço (a paciente é asmática). Na ocasião, ela foi atendida com rapidez devido ao cansaço, por um médico plantonista considerado pela paciente como “totalmente despreparado, rude e sem empatia”.
A gestante conta que é alérgica e avisou ao médico sobre sua situação, alertando também sobre as doses que costuma usar para controle das crises de asma. No entanto, teria sido ignorada pelo médico e enfermeiro, sendo mal tratada após efetuar questionamentos.
“Além das doses excessivas da bombinha, ele associou nebulização e depois aplicou um medicamento na veia que, assim que entrou, queimou meu corpo inteiro”, descreve a gestante. Daniely conta ainda, que em seguida começou a apresentar urticária intensa e coceira pelo corpo, sendo negligenciada pelo médico que gritou com o enfermeiro e contestou seus sintomas dizendo que “não existia”.
O desespero da mãe se intensificou quando o médico propôs aplicar uma medicação mais forte, mas afirmou que quem seria prejudicada seria a bebê, pois ele estaria tratando apenas a paciente. Em desespero, a gestante interrompeu a aplicação da medicação e foi embora da unidade.
Em casa, ela passou mal novamente apresentando sintomas como coração acelerado, tremores e falta de firmeza nas pernas. Ao procurar atendimento em outra unidade de saúde, os profissionais confirmaram que a empresária poderia ter morrido pela ação equivocada do médico plantonista.
Após o atendimento e a recuperação, a paciente resolveu compartilhar a experiência com seus seguidores e alertar outras gestantes. “Deixo aqui meu alerta: observem os sinais do seu corpo. Nem todo profissional que veste um jaleco sabe realmente o que está fazendo”, finaliza.
A gestante não sinalizou se vai adotar alguma providência contra o profissional. No entanto, a ex-diretora administrativa da Maternidade, Gabriela Mendes, ficou sabendo do caso e comentou que irá acionar a atual direção da unidade para apurar os fatos.
O caso acontece em meio a um período de denúncias sobre atrasos de salários e pagamentos de fornecedores da maternidade, que segundo os funcionários, poderia afetar a qualidade do atendimento prestado à população.
Confira o relato completo compartilhado por Daniely Cortez:
“Nem sempre seguir 100% do que um médico manda, sem questionar, é seguro. Ontem, Deus me deu mais um grande livramento — a mim e à minha filha.
Saí de casa apenas com a garganta inflamada, mas com cansaço, pois sou asmática. Chegando à unidade de saúde, passei pela triagem normalmente e fui atendida rápido por causa do cansaço. Infelizmente, fui atendida por um médico de plantão totalmente despreparado, rude e sem empatia. Ressalto que sempre fui muito bem atendida nessa unidade, mas dessa vez tive o desprazer de encontrar esse profissional.
Sou extremamente alérgica, e eu e meu esposo sempre avisamos sobre isso. Uso minha bombinha corretamente e conheço bem os limites das doses. Mesmo assim, o médico prescreveu várias doses da bombinha em excesso, sem explicar direito ao enfermeiro, que também nos tratou mal e apenas obedecia o médico.
Já senti uma angústia no peito e algo errado. Além das doses excessivas da bombinha, ele associou nebulização e depois aplicou um medicamento na veia que, assim que entrou, queimou meu corpo inteiro. Avisei imediatamente que algo estava errado.
O enfermeiro suspeitou de reação alérgica, mas o médico gritou, dizendo que aquele remédio não causava alergia e que eu não tinha reação nenhuma. Mesmo com meu corpo reagindo, ele foi extremamente ignorante e reabriu o acesso.
Logo em seguida, meu corpo começou a apresentar urticária intensa e coceira. Meu esposo, que conhece meu histórico, fechou o acesso e chamou o médico novamente. Ainda assim, ele continuou afirmando que eu estava mentindo, mesmo com os sinais visíveis.
Houve uma discussão, pois ele dizia que o que eu sentia “não existia”. Em um momento absurdo, ele disse que aplicaria algo mais forte e que quem seria prejudicada seria minha filha, pois ele estaria tratando apenas a paciente — eu. Aquilo me deixou desesperada. Em uma maternidade, eu esperava cuidado comigo e com minha bebê.
Entrei em pânico, chorei, fiquei muito nervosa e pedi para ir embora. Só depois entendemos a gravidade: a quantidade de medicação quase me causou uma parada cardíaca. Graças a Deus, não tomei a terceira dose excessiva da bombinha.
Em casa, passei mal novamente: coração acelerado, tremores e falta de firmeza nas pernas. Fomos para outra unidade de saúde, onde fui bem atendida, e lá confirmaram que eu quase morri por irresponsabilidade médica.
E Hoje, só tenho a agradecer a Deus e à Nossa Senhora pelo livramento. Eu e minha filha e estamos bem, apesar do susto.
Deixo aqui meu alerta: observem os sinais do seu corpo. Nem todo profissional que vesteum jaleco sabe realmente o que está fazendo.
Salmo 27: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão”.




