728x90

ELEIÇÕES 2026 – Jerônimo no 1º turno? Prefeitos divergem sobre facilidade da eleição

jeronimo-no-1-turno-prefeitos-divergem-sobre-facil0137796100202601301109-ScaleDownProportional
Gustavo Carmo, Jerônimo Rodrigues e Luiz Caetano (Foto: Montagem/Divulgação, Amanda Ercília/GOVBA e Patrick Abreu/PMC)

Compartilhe essa matéria:

A nove meses das eleições ao Governo da Bahia e ao Senado, as movimentações em torno das formações das chapas seguem a todo vapor, tanto na oposição, quanto na base de apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

O petista, ainda que não oficialmente, deve ser mesmo o nome a disputar a reeleição ao Palácio de Ondina, em outubro. No Senado, os caminhos apontam para a formação de uma chapa “puro-sangue”, com os dois nomes oriundos do PT: o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Caso o cenário se confirme, o também senador Angelo Coronel (PSD-BA) ficaria de fora da chapa após ter sido eleita dentro do grupo em 2018 — naquela ocasião, ele substituiu Lídice da Mata (PSB), atualmente deputada federal e líder da bancada baiana na Casa.

A tendência, então, é a de que Coronel mantenha seu nome para disputar uma vaga ao Senado, mas de maneira avulsa, sem estar necessariamente alinhado a qualquer grupo político, seja da situação ou da oposição.

O que pensam os prefeitos?

Para trazer um panorama acerca da disputa eleitoral na Bahia, o Portal A TARDE ouviu prefeitos para saber a avaliação que eles fazem desta movimentação em torno da formação da chapa majoritária.

Para o gestor de Camaçari, Luiz Caetano (PT), se as eleições fossem realizadas hoje, Jerônimo Rodrigues seria eleito no primeiro turno.

“Politicamente, se você faz uma análise mais ampla, uma análise da geopolítica da Bahia, você vai observar que todos os indicadores demonstram que Jerônimo tem crescido e consolidado a sua reeleição. Nós temos 417 prefeitos e prefeitas na Bahia. A maioria absoluta desses prefeitos está apoiando Jerônimo Rodrigues, estão apoiando o nosso projeto político do estado da Bahia, a maioria absoluta”, afirmou Caetano.

“Além do trabalho que Jerônimo está fazendo na Bahia, tem ainda as grandes empresas que está trazendo para o nosso estado, das pequenas às grandes. Os investimentos feitos tem colocado a Bahia em primeiro lugar no Brasil, ganhando para São Paulo”, acrescentou.

Vitória apertada

O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo (PSD), também crê em um resultado positivo a favor de Jerônimo nas eleições de outubro. No entanto, o pessedista vê uma eleição mais apertada, com o petista obtendo a vantagem devido à interiorização das políticas públicas.

“Avalio que teremos uma eleição apertada, mas acredito na vantagem e na vitória do governador Jerônimo, por tudo que tem feito e entregue, sobretudo na interiorização das políticas públicas, a exemplo do que tem feito, nesse sentido, na educação, saúde e segurança pública”, disse ele ao Portal A TARDE.

Construção e paciência

Para o Senado, Caetano evitou cravar que a chapa já esteja formada com Rui e Wagner, salientando que as discussões ainda estão em aberto.

“Não sei se vai ser assim, porque a gente está no processo de construção ainda. Obviamente, tem que ter paciência, tem que ter calma, tem que ouvir todo mundo e trabalhar para não perder ninguém, para estar junto o grupo como sempre teve e tem demonstrado que é muito importante”, disse o petista.

“Você montar chapa majoritária não é simples, não é fácil. Tem que ter muita paciência, muita calma e ouvir todo mundo. E isso tem sido feito por [Jaques] Wagner, por Rui [Costa], por Otto [Alencar], por Jerônimo, que é o nosso líder e comanda esse projeto todo, dialogando com o presidente da República. Nós vamos montar a chapa com todos juntos para que a gente possa ter uma grande vitória e espaço vai ter para todo mundo, inclusive na montagem da chapa”, acrescentou Luiz Caetano.

E Coronel? “Equívoco” tirar da chapa

Por sua vez, Gustavo Carmo afirmou ser um equívoco deixar Angelo Coronel fora da chapa e que isso pode custar caro eleitoralmente. Por isso, ele defende a permanência do correligionário, mas não como suplente.

“Política é a arte de agregar, e deixar o senador Coronel, filiado ao maior partido da Bahia, de fora da chapa é abrir mão de um grande quadro para as eleições. Isso pode custar caro eleitoralmente. Por isso defendo a permanência do senador Ângelo na chapa, mas não como suplente. Tem que estar preferencialmente para o Senado e, como segunda opção, para a vaga de vice-governador”, disse Gustavo Carmo.

Mais lidas