
O presidente Jair Bolsonaro está pretendendo comemorar ruidosamente o aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João Goulart e implantou uma ditadura militar durante 21 anos. O regime militar liquidou as liberdades democráticas, cassou parlamentares, perseguiu intelectuais, artistas, cientistas, ativistas políticos e sociais, prendeu, baniu, torturou e assassinou adversários políticos.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Bolsonaro “orientou os quartéis a comemorarem a ‘data histórica’ do aniversário do dia 31 de março de 1964”.
Porém, de acordo com o jornal, “Generais da reserva que integram o primeiro escalão do Executivo, pedem cautela no tom para evitar ruídos desnecessários diante do clima político acirrado e dos riscos de polêmicas em meio aos debates da reforma da Previdência”.
A primeira comemoração do aniversário do golpe militar de 1964 pode causar celeuma e pôr os militares no alvo de críticas, pela postura de Bolsonaro que já declarou ter como ídolo um dos símbolos do regime militar, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador de presos políticos, morto em 2015. Ustra foi comandante do DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, onde eram praticadas torturas e assassinatos de presos políticos.


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