O episódio mais trágico da história recente do Brasil está eternizado no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde lançou, no dia 7 de abril, o Memorial da Pandemia, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19. O espaço preserva essa memória e marca a reabertura do centro cultural à população.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa ocorre em um contexto de reconstrução das políticas públicas de saúde, após um período marcado pela desinformação e pelo negacionismo científico. “O Brasil viveu, durante a pandemia, não apenas uma crise sanitária, mas uma crise de responsabilidade pública. O negacionismo custou vidas. A ciência já demonstrou que grande parte das mortes poderia ter sido evitada se tivéssemos seguido as evidências, incentivado a vacinação e protegido a população”, recordou.
Para Padilha, preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro e “para que a defesa da ciência e da vida seja sempre um princípio inegociável na condução da saúde pública”.
No memorial, a homenagem às vítimas reúne diferentes espaços: uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por Covid-19, um monumento, uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha, e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação.
O Ministério da Saúde também presta homenagem a jornalistas e veículos que atuaram na cobertura da pandemia, destacando o papel da informação de qualidade no enfrentamento à desinformação, ainda refletida na cobertura vacinal.

