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Quaest: Aprovação de Lula cresce no Nordeste e região segue sendo decisiva

Quaest: Aprovação de Lula cresce no Nordeste e região segue sendo decisiva
Diferentemente das oscilações a maior parte das vezes negativas que o presidente tem apresentado nas últimas sondagens, para os nordestinos seu governo segue firme e forte

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Fórum/Henrique Rodrigues

Em um momento de desgaste nos índices de popularidade em nível nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrou fôlego em seu principal reduto eleitoral. Segundo a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), a aprovação do governo federal na região Nordeste saltou para 65%, consolidando uma recuperação de quatro pontos percentuais em relação aos 61% registrados em fevereiro.

O movimento no Nordeste vai na contramão da tendência observada no restante do país. Enquanto o presidente enfrenta dificuldades de interlocução em outras frentes, os nordestinos mantêm a região como o pilar de sustentação da gestão petista. A trajetória recente no território mostra resiliência: após bater o piso de 57% em dezembro e atingir o pico de 67% em janeiro, o governo agora estabiliza sua vantagem com uma desaprovação de apenas 31% na região.

Contraste regional

Se no Nordeste o cenário é de otimismo, o panorama nas demais regiões do Brasil revela um desafio profundo para o Palácio do Planalto. A desaprovação supera a aprovação em todos os outros recortes geográficos:

  • Sul: O pior cenário para o petista, com 60% de desaprovação e apenas 35% de aprovação.
  • Sudeste: Região de maior peso eleitoral, onde 58% desaprovam e 37% aprovam.
  • Centro-Oeste e Norte: O índice de desaprovação atinge 59%, contra 36% de avaliação positiva.

Alerta no cenário nacional

Apesar do “colchão” nordestino, os números gerais da Quaest trazem sinais de alerta para o governo. Pela primeira vez em meses, a desaprovação geral do governo Lula atingiu 51%, superando a aprovação, que recuou para 44%.

Este é o pior desempenho nacional da gestão desde julho de 2025, evidenciando uma polarização que se cristaliza. O crescimento no Nordeste impede uma queda ainda mais acentuada no índice consolidado, reafirmando que a estratégia política do Planalto para os próximos meses deverá passar, obrigatoriamente, pela manutenção da fidelidade deste eleitorado.

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