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Com a faca e o queijo na mão, governistas se intimidam com bancada de oposição na Câmara

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Time de vereadores governistas (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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Faltou voz, posicionamento, discursos potentes. 11 vereadores, importantes vitórias contra uma bancada oposicionista de maioria, mas a projeção pública da bancada de governo na Câmara Municipal de Camaçari foi tímida. Alguns por ausência de repertório político, em outros falta a eloquência, e tem ainda os que optaram pela posição confortável proporcionada pelo silêncio. Os ataques gratuitos não fazem falta, no entanto, a defesa, argumentação e definição clara de cada parlamentar de governo seria importantes estar em campo para um jogo bem sucedido da gestão municipal.

O time governista tem contado principalmente com três jogadores, já amplamente conhecidos pelo público: Tagner Cerqueira (líder de governo), Kaique Ara (oriundo da juventude petista) e Dentinho do Sindicato (que vai pra cima, até fisicamente se precisar – porém não que ceja o certo a ser feito). Nos demais, tem faltado convicção, eloquência e contribuição efetiva nas discussões.

De fora, se observa um grupo quase maciço sendo pautado pelo grupo de oposição: fazendo visitas nos locais já visitados, respondendo o que foi perguntado e muitas vezes, acuado. Não há iniciativa, atitude nas pautas internas da Casa Legislativa, tão pouco, na interlocução com o executivo. Já dizia o trecho de uma música popular nos anos 90: “Paz sem voz, não é paz, é medo”. Aparentemente, o vírus da falta de sinergia estava tão enraizado na gestão anterior que sobreviveu e persiste mesmo após a “virada de chave”.

Por falar em virada de chave, os adesistas de segundo turno, Ivandel Pires (PP) e Dilson Magalhães (PP), mesmo com experiência no legislativo, não vem trazendo o fôlego necessário para a nova gestão. Se de um lado falta veemência e estratégias de defesa no plenário, já nas redes sociais, sobra a tentativa de esquetes de humor. Pode ser o perfil político dos vereadores, mas também pode aparentar uma confortável posição de centro, mesmo estando usufruindo das benesses proporcionadas pela esquerda.

Também sobra para a grande expectativa pela presença de duas mulheres com o apoio da gestão municipal no legislativo. Pautas de gênero, estímulo ao protagonismo e proteção feminina, abertura de espaço nas discussões que impactam diretamente as mulheres, questões como empregabilidade e o protagonismo feminino… Faltou! Tem sido uma atuação tímida, que não repercute fora das idas a tribuna do plenário.

Dentre as expectativas frustradas, também constam nomes como Paulinho do Som (PT), ex-vereador reconduzido ao cargo, quadro antigo do PT. Assim como o veterano, os novatos João Dão (PSB), Vagner Bispo (PSB) e Luisão (Republicanos), optaram por uma atuação segmentada em suas regiões e pautas políticas primárias.

No resumo, é uma bancada que em um ano ainda não brilhou coletivamente. O culto ao eu, substituiu a visão e sacrifícios necessários para fortalecimento do grupo.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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